A morte da idosa Carmen Teresa Navas, de 82 anos, provocou uma onda de protestos em Caracas, capital da Venezuela. Ela morreu dez dias após as autoridades confirmarem a morte de seu filho, Víctor Hugo Quero Navas, que estava sob custódia em um centro de detenção desde janeiro de 2025.
Durante meses, Carmen cobrou provas de vida do filho. No entanto, somente neste mês de maio foi informada de que ele havia sido sepultado em julho do ano passado. A idosa morreu poucos dias após descobrir a verdade.
O governo venezuelano afirma que Víctor morreu devido a insuficiência respiratória e nega manter presos políticos no país. Entretanto, organizações de direitos humanos alegam que centenas de detidos continuam presos por motivos políticos.
Nesta terça-feira (19), o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, comunicou que o país deverá libertar, ainda nesta semana, mais 300 presos políticos ainda detidos. O anúncio foi feito três meses após a aprovação de uma lei de anistia e uma semana depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que seu governo atuaria pela libertação de todos os presos políticos no país sul-americano.
De acordo com Rodríguez, o processo de libertação deve ocorrer até sexta-feira (22). Entre os beneficiados estão menores de idade, idosos acima de 70 anos, pessoas com problemas de saúde, mulheres grávidas ou lactantes.
Redação CPAD News / Com informações G1 e Gazeta do Povo
