Ao retornarem de uma vigília de oração, no último dia 30 de janeiro, dois pastores foram brutalmente atacados por um grupo de extremistas muçulmanos no leste de Uganda. Eles precisaram ficar mais de uma semana internados devido a gravidade dos ferimentos.
John Michael Okoel e Abraham Omoding, pastores da Igreja Nova Vida no distrito de Pallisa, foram espancados por cinco homens mascarados vestidos de roupas islâmicas e armados com pedaços de madeira e facas. O ataque ocorreu quando os líderes passavam pelo pântano de Osupa, às margens da rodovia Pallisa-Mbale.
Os agressores acusaram os pastores de blasfêmia e tentativa de conversão de muçulmanos, além de ameaçá-los de morte.
“Eles começaram a nos acusar de mentir sobre Alá, de pregar que Alá tem um Filho e de converter seus irmãos e irmãs. Antes que eu pudesse responder, um deles, Ali Kitaali, me deu um tapa, me cortou perto da boca e me atingiu no joelho e na mão. Então, desmaiei”, relatou John ao Morning Star News.
“Em seguida, atacaram meu pastor auxiliar, fraturando seu braço, arrancando dois dentes e o espancando violentamente nas costas”, acrescentou o pastor.
Enquanto as agressões aconteciam, um veículo se aproximou da estrada e piscou os faróis. O grupo fugiu do local e os pastores foram socorridos pelos passageiros, que os levaram para um hospital.
Familiares e membros da igreja foram localizados e transferiram os pastores para o Hospital Regional de Referência de Mbale, onde permaneceram internados até o dia 8 de fevereiro.
Após receberem alta, John e Abraham seguiram em recuperação em casa e informaram que iriam formalizar uma denúncia policial, assim que estiverem em boas condições.
Moradores relatam que o ataque aumentou o medo e a ansiedade na comunidade, principalmente entre os líderes cristãos. “Nenhum líder religioso deveria temer por sua vida por causa de sua fé”, afirmou um pastor local, que preferiu não se identificar.
Redação CPAD News/ Com informações Guiame


