Quando chegam as celebrações de Natal, geralmente o foco recai nas festas familiares, nas refeições faustosas, nas roupas novas, nas músicas alegres, em eventos festivos, nas programações de TV ou streaming, e nos muitos presentes trocados. Entretanto, só uma pequena parte disso tem o seu valor e apenas por estar indiretamente relacionada ao Natal. Refiro-me aos momentos em família e de comunhão, que é o que realmente de bom podemos extrair de tudo isso da cultura secular do Natal. A verdadeira mensagem do Natal, porém, está muito além disso. E para piorar, o que prevalece mais no Natal nem é essa pequena parte que tem o seu valor, mas é o consumismo mesmo.
Se você conhece o sentido do Natal, não se deixe levar por essa agitação frenética, não perca a oportunidade de refletir e compartilhar o verdadeiro Natal com seus familiares e amigos. Aproveitemos que, nessa época, as famílias estão se reunindo após um longo ano com o desejo de conversar bastante, colocar o papo em dia, relembrar histórias, falar de como foi o ano findo e das perspectivas para o novo ano, para falar a seus familiares e amigos acerca do significado desta celebração. Alguns cristãos aproveitam até para promover pequenos cultos nesses encontros familiares de final de ano, onde, para além do momento social, o verdadeiro sentido do Natal é lembrado. Essa é uma boa ideia. As igrejas também realizam cultos de Natal com belas apresentações e onde a mensagem do Evangelho é pregada.
O Natal é sobre Salvação. O Natal é sobre Redenção. O Natal é sobre Jesus. O verdadeiro Natal não tem um propósito mercadológico ou sociológico. Não tem a ver com nossos apetites e vaidades. Não tem a ver com apresentações e meras socializações. O verdadeiro Natal tem um sentido teológico, espiritual. O Natal é sobre Deus, o Criador de todas as coisas, redimindo e restaurando os seres humanos, a obra-prima da Sua criação, que se degenerou. É Deus vindo buscar e salvar o que se havia perdido. O Natal é sobre o Pai que envia o Seu Filho para reconciliar os pecadores consigo mesmo. O Natal centra-se na Pessoa e na Obra de Cristo.
No Natal, celebramos um presente muito mais precioso do que tudo o que o dinheiro pode comprar. Natal é sobre o Verbo divino que se fez carne e habitou entre nós (João 1.14). É sobre Deus se fazendo carne por amor a nós, Sua criação. Ele nasceu à semelhança dos homens e não considerou que a igualdade com Deus fosse algo a que devesse se apegar (Filipenses 2.6-8). Ele é Emanuel – Deus conosco! E Ele veio não apenas para nos ensinar como devemos viver, mas para morrer por nós, levando sobre si as nossas transgressões e culpas na Sua morte na cruz.
O pecado afasta-nos de Deus (Isaías 59.2; Romanos 3.23). Mas, Jesus é a Ponte que preenche o abismo entre o homem e Deus. Jesus nasceu porque nós estávamos mortos, mortos pelos nossos pecados (Efésios 2.1-3). Ele “esvaziou-se a si mesmo, assumindo a forma de servo; humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Filipenses 2.7-8), para nossa salvação. Ele se fez carne para nos dar vida. Somos salvos pela graça, pela fé em Cristo (Efésios 2.1-3).
Como, então, podemos celebrar o Natal de forma correta? Lembrando-nos do significado e propósito do nascimento de Jesus, e entregando a nossa vida a Ele. Aceitando o Seu sacrifício por nós e o Seu senhorio e primazia sobre as nossas vidas. Entregando-nos ao amor de Deus (1 João 4.9-10). Assim, nos tornamos filhos de Deus (João 1.12).
Que, neste Natal, as nossas mentes estejam centradas não nos bens materiais e no frenesi, mas na Pessoa e na Obra de Cristo. Dessa forma, nossa atitude e nossas celebrações estarão alinhadas à verdadeira mensagem do Natal. Além disso, nossa ansiedade por bens materiais diminuirá à medida que nossa gratidão pelo amor de Cristo preencher nossos corações e guiar nossas ações. Faça isso. Viva isso. Celebre isso. Compartilhe isso. E um feliz Natal para você e toda a sua família!

