Uma família cristã de Bangladesh foi alvo de ameaças e intimidação após mais de 200 pessoas invadirem sua residência e pressionarem um jovem a negar a fé em Jesus. O episódio ocorreu depois que a família realizou o sepultamento de um parente seguindo os princípios cristãos.

Kulsum e alguns familiares deixaram o islã e se converteram a Cristo há cerca de 15 anos. Desde então, eles passaram a enfrentar oposição de líderes islâmicos da região, mas isso não impediu de Kulsum seguir com as atividades nas quais ela exerce nos projetos de discipulado para mulheres, apoiados por parceiros da Portas Abertas.

A tensão aumentou após a morte do sogro de Kulsum, que também era cristão. Líderes comunitários tentaram impedir que o funeral fosse realizado de acordo com a fé da família e chegaram a exigir dinheiro para autorizar o sepultamento, mesmo em uma propriedade pertencente à própria família. Autoridades locais e moradores interviram, e a cerimônia foi realizada.

Porém, dias depois, os cristãos passaram a receber ameaças e foram convocados para uma reunião comunitária, sob o aviso de que poderiam sofrer agressões e serem expulsos da região caso não abandonassem a fé cristã.

A reunião estava prevista para abril de 2026, mas ninguém compareceu no dia marcado, então, a família chegou a acreditar que a situação havia sido resolvida. No entanto, por volta da meia-noite, uma multidão com mais de 200 pessoas, além de líderes islâmicos e representantes da comunidade, foi até a residência da família enlutada e exigiu entrar na casa.

O grupo passou a questionar Kanon, filho de Kulsum, sobre a conversão dele ao cristianismo e sobre o fato de que os documentos oficiais ainda o identificarem como muçulmano.

Segundo a cristã, as perguntas eram direcionadas principalmente ao filho. Enquanto alguns integrantes da multidão tentavam intimidar o jovem e chegaram a ameaçá-lo fisicamente, ela permaneceu em oração.

“Eu estava orando continuamente para que o Espírito Santo orientasse meu filho sobre o que dizer”, relatou.

Durante a invasão, os radicais encontraram Bíblias e exemplares do Novo Testamento destinados a cristãos de origem muçulmana, e usaram os materiais como argumento para acusar a família de incentivar outras pessoas a abandonar o islã.

Diante da pressão, o jovem acabou sendo forçado a declarar publicamente que havia renunciado à fé em Jesus. Para Kulsum, no entanto, as palavras ditas pelo filho não representam uma mudança genuína de sua crença. “Sei que meu filho foi pressionado a dizer aquelas palavras. Continuamos confiando em Deus e buscando força Nele”, afirmou.

Por questões de segurança, Kanon precisou deixar a comunidade e permanecer em outro local. A família continua enfrentando um cenário de insegurança, mas recebe acompanhamento e apoio espiritual de cristãos e missionários locais.

Para a Portas Abertas, o caso evidencia os desafios enfrentados por pessoas que deixam o islamismo para seguir a Cristo em regiões onde a conversão pode provocar rejeição, ameaças e violência.

 

Redação CPAD News/ Com informações Portas Abertas

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