Seguindo o Calendário da Saúde, que tem como objetivo organizar, orientar e promover campanhas de conscientização, prevenção de doenças e cuidados, na próxima segunda-feira (05) será o Dia Mundial de Combate à Meningite.
Causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, a meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode ocorrer por condições não infecciosas, como doenças inflamatórias, traumas ou reações a medicamentos. As meningites bacterianas ocorrem com maior frequência no outono e inverno, enquanto que as virais são mais comuns na primavera e no verão. Em alguns casos, ela pode evoluir e levar o paciente a óbito.
O primeiro registro clínico de uma epidemia de doença meningocócica ocorreu na região de Eaux-Vives, nos arredores de Genebra, na Suíça, em janeiro de 1805, caracterizada pelo médico Gaspard Vieusseux, ao testemunhar e documentar um surto epidêmico local. A moléstia afetava principalmente crianças e jovens, que apresentavam elevadas taxas de mortalidade em poucos meses.
Em fevereiro de 1906, foram diagnosticados por autópsia, e identificados pelo médico e cientista Dr. Adolfo Lutz, os primeiros casos no Brasil, em São Paulo, diagnosticados em imigrantes europeus recém-chegados da Ilha da Madeira. A doença teve o primeiro registro em um cidadão brasileiro em 1911; e, em 1920, deflagrou-se a primeira epidemia da doença. O país enfrentou mais tarde uma enorme epidemia urbana de meningite meningocócica entre 1971 e 1975, com pico em 1974, amplamente censurada na época pelo regime militar.
Os principais sintomas da meningite em adultos e crianças maiores são: febre alta, dor de cabeça forte, rigidez na nuca, náuseas e vômitos, sensibilidade à luz (fotofobia), alteração mental, manchas vermelhas ou roxas na pele. Bebês e crianças pequenas podem apresentar: irritabilidade e choro contínuo, moleira tensa ou estufada (abaulamento), sonolência e letargia e recusa alimentar.
Segundo o Ministério da Saúde, a meningite é uma emergência médica. Todos os casos suspeitos devem ser internados para avaliação e tratamento. O início do tratamento não deve ser atrasado por conta da realização de exames laboratoriais para identificação do agente causador. Algumas complicações são: pneumonia, perda auditiva, danos neurológicos, amputações e lesões graves e morte.
As principais vacinas para prevenir a meningite protegem contra bactérias e vírus causadores da doença, são elas: Meningocócica C; Meningocócica ACWY, Meningocócica B, Pneumocócica (10-valente, 13-valente ou 15/20/23-valente), Pentavalent/Hexavalent e BCG. Os imunizantes são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Rede Particular.
No SUS, o calendário nacional disponibiliza a Meningocócica C para bebês (com doses aos 3 e 5 meses e reforço aos 12 meses. Na Rede Particular : É possível ampliar a imunização com a Vacina Meningocócica ACWY desde os 2 ou 3 meses de idade e a Meningocócica B.
Para orientações, consulte um posto de saúde ou uma clínica de vacinação privada.
Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.
Por Ezequias Gadelha / Com informações Gov.Br, Folha de S.Paulo, SciElo Brasil, Meningitis Research Foundation, Casa de Oswaldo Cruz e Prefeitura de Maceió.

