A paralisação nacional dos funcionários da Caixa Econômica Federal chegou ao sétimo dia nesta quarta-feira (16), enquanto representantes do banco e dos trabalhadores se reúnem para mais uma tentativa de negociação sobre a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

De acordo com a instituição, já foram realizadas outras 54 reuniões de negociação coletiva durante a campanha, com quatro propostas recusadas. A greve iniciou em 10 de setembro e a nova rodada foi marcada após pressão das entidades que representam os funcionários.

Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado aos empregados, aposentados e dependentes. Os trabalhadores questionam mudanças no modelo de custeio e defendem maior participação da instituição nas despesas do plano. Também estão na pauta reivindicações relacionadas às condições de trabalho, remuneração, contratações e regras de programas destinados aos funcionários.

Na proposta anterior, a Caixa chegou a apresentar mudanças para o Saúde Caixa, incluindo alterações nos valores de coparticipação e nos limites de contribuição. O banco também havia proposto um prêmio de R$ 3 mil por empregado e o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de outras medidas relacionadas ao acordo coletivo. A proposta, porém, não foi aprovada pelos trabalhadores.

A retomada das negociações representa uma nova tentativa de encontrar uma solução para o impasse. Segundo a Caixa, o banco decidiu reabrir a mesa por considerar o diálogo o caminho para a construção de um acordo que contemple os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade.

Apesar da retomada da mesa de negociação nesta quarta (16), a situação permanece, até o fechamento desta reportagem, sem anúncio oficial de acordo e de encerramento da paralisação. Caso uma nova proposta seja apresentada pelo banco, o texto deverá ser submetido à avaliação dos trabalhadores em assembleias antes de uma eventual decisão pelo fim da paralisação.

Enquanto não há uma definição, as agências afetadas pela paralisação podem ter o atendimento presencial comprometido. No entanto, o banco mantém canais digitais e outros meios de atendimento disponíveis para os clientes durante o movimento.

 

Redação CPAD News/ Com informações G1, Brasil de Fato, Fenae e Correio Braziliense

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