Na última segunda-feira (20), Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) anunciaram que arqueólogos da IAA e da Universidade de Tel Aviv descobriram vigas de madeira maciça, carbonizadas pelo incêndio que destruiu Jerusalém e o Primeiro Templo. O achado foi durante uma escavação recente no Parque Nacional das Muralhas de Jerusalém, na Cidade de Davi.

O Primeiro Templo foi construído pelo Rei Salomão e destruído em 586 a.C. pelo segundo rei do Império Neobabilônico, Nabucodonosor II. De acordo com a diretora de escavações da IAA, Efrat Bocher, “o gesso que derreteu das paredes do edifício, selando a madeira por baixo, provavelmente preservou as vigas por 2.600 anos”.

Na oportunidade, ela destacou a importância da descoberta, que ocorreu pouco antes de Tisha B’Av, que este ano cai da noite de 22 de julho para 23 de julho. O dia de jejum e luto é comemorado anualmente no judaísmo rabínico para lamentar a destruição do Primeiro Templo pelos babilônios e a destruição do Segundo Templo pelos romanos em 70 d.C.

“É muito raro encontrar madeira com um número tão grande de anéis de crescimento em Israel. Aqui na Cidade de Davi, encontramos vigas grossas com muitos anéis, o que oferece um potencial significativo para pesquisa, já que um maior número de anéis de crescimento permite uma datação com maior precisão”, disse a Dra. Johanna Regev, da IAA , que estuda as vigas.

Segundo a IAA, os moradores que retornaram a Jerusalém, ao começarem a reconstruir a cidade, provavelmente tomaram a decisão de preservar a memória da destruição, deixando para trás vestígios que contam a história da catástrofe.

 

Redação CPAD News / Com informações The Jerusalem Post, The Christian Post e Aventuras na História

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