Membros do grupo terrorista das Forças Democráticas Aliadas (ADF), afiliado ao Estado Islâmico, realizaram três ataques no território de Beni, na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, entre os dias 12 e 16 de julho. Um dos ataques ocorreu em 14 de julho, na comuna rural de Mangina, onde os extremistas islâmicos mataram um líder idoso e um ministro de louvor.
As informações são da Portas Abertas do Reino Unido. Além das duas vítimas fatais, seis pessoas ficaram feridas, uma está desaparecida e duas casas foram incendiadas.
Antes desse ataque, em 12 de julho, nas proximidades da cidade de Beni, os terroristas mataram sete civis e três soldados das Forças Armadas da República Democrática do Congo.
Já em 16 de julho, os extremistas realizaram outro ataque em Mangina, deixando 10 pessoas mortas. Ao todo, estima-se que mais de 20 pessoas foram assassinadas e há suspeitas que novos ataques ocorram no local.
Em entrevista ao Portas Abertas, um pastor local, que pediu para não ser identificado, o medo está aumentando a cada dia. “Irmãos e irmãs, por favor, intercedam pela segurança da comuna rural de Mangina e pelo fortalecimento da fé dos cristãos”, disse.
De acordo com as vítimas, os cristãos têm sido alvo de perseguição da ADF. Recentemente, o grupo utilizou a palavra “combatentes” para se referir aos cristãos que rejeitam se converter ao islamismo. E como diz a tradição religiosa deles, os combatentes devem pagar, obrigatoriamente, a jizya, imposto cobrado pelos líderes islâmicos.
De acordo com uma declaração divulgada nas redes sociais ligadas ao islamismo, os radicais afirmaram: “Que os adoradores da cruz saibam que não terão segurança, a menos que se submetam voluntariamente ou paguem a jizya em humilhação”, diz o post.
O Congo ocupa a 29ª posição no ranking da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas.
Redação CPAD News / Com informações Guiame


