O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, informou que os EUA e o Irã se reuniriam a partir desta sexta-feira (10) em Islamabad, capital daquele país, com o objetivo de negociações de paz. Foi por intermédio dele que Washington e Teerã concordaram em pausar os combates por duas semanas, em um acordo anunciado na última terça-feira (7).

A trégua entre os dois países tem se mostrado frágil e cheia de incertezas, com registro de violações e um fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O cessar-fogo previa que, durante o período, EUA e Israel pausariam os ataques ao Irã, que se comprometeria a reabrir o canal.

Nesta quarta-feira (8), houve registro de ataques de ambos os lados. O Estreito de Ormuz foi fechado após Israel atacar o Líbano. O grupo extremista Hezbollah, aliado de Teerã, atua naquele território. De acordo com o Líbano, o ataque israelense matou mais de 250 pessoas, a maioria civis, no mais pesado bombardeio sofrido pelo país em um único dia em toda a sua história.

Na tarde de hoje (10), às vésperas das negociações, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã e disse que eles “só estão vivos hoje para negociar”. Ele ainda ameaçou reagir caso as conversas fracassem.

 

Redação CPAD News / Com informações G1

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