A taxa de desemprego no terceiro trimestre deste ano ficou em 5,3%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgados nesta terça-feira (29). O percentual é o menor nível para o período desde que a pesquisa foi iniciada, em 2012. No mesmo período de 2025, a taxa de desemprego era de 5,6%.
A pesquisa também mostra que o número de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 39,5 milhões, um recorde. Já a população desocupada teve um recuo de 4,6%, o equivalente a 281 mil pessoas a menos em relação ao trimestre de março a maio.
Outro dado apresentado na pesquisa foi a taxa de informalidade, que ficou em 37,5%, o que representa 38,8 milhões de pessoas. No trimestre anterior, o índice era de 37,3%. Nessa taxa estão incluídos os trabalhadores sem carteira assinada, os autônomos e os empregadores sem CNPJ, ou seja, pessoas que não têm acesso a direitos trabalhistas como férias, seguro-desemprego e 13º salário.
A pesquisa também aponta o número de pessoas desalentadas, que são aquelas que não procuram emprego por acreditarem que não vão encontrar. Ao todo, 2,4 milhões de pessoas estão incluídas nesse grupo, patamar estável em relação ao trimestre anterior e 317 mil pessoas, ou 11,9%, a menos na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Segundo a Pnad, o Brasil atingiu o maior número já registrado de trabalhadores que contribuem para institutos de previdência. São 68,5 milhões de pessoas, o que significa que, a cada 100 trabalhadores, 66,2 contribuem. Ao contribuir, o trabalhador passa a ter direito a garantias como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.
A renda média do trabalhador ficou em R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto. No trimestre anterior, encerrado em maio, era de R$ 3.752. O maior rendimento registrado foi de R$ 3.804, no primeiro trimestre de 2026.
Redação CPAD News / Com informações Agência Brasil e CNN Brasil


