Com a aproximação da Copa do Mundo 2026, que será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho, o Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para os Estados Unidos, Canadá e México, países que sediarão a programação e que enfrentam surtos da doença.
A pasta define sarampo como uma doença infecciosa, causada por vírus que transmite gotículas respiratórias de uma pessoa infectada e já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em todo mundo. O sarampo é considerado erradicado no Brasil.
Em 2016, o país havia recebido certificado de país livre de sarampo pela Organização Mundial da Saúde (OMS); perdeu em 2019 após surtos; e, recuperou em novembro de 2024. No entanto, casos isolados ou importados podem ocorrer esporadicamente, o que reforça a necessidade de estar com a vacinação em dia.
De acordo com o Ministério da Saúde, “em 2025, foram confirmados 248.394 casos mundialmente, demonstrando que a circulação viral permanece como uma ameaça crítica à saúde pública”.
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Naquele ano, a epidemia de sarampo no Canadá causou 5.062 casos, causando a perda da certificação de país livre de sarampo. Em 2026, foram 124 casos, mantendo a área como de circulação endêmica. Dados preliminares mostraram que o México teve alta de sete casos, em 2024, para 6.152, em 2025, e 1.190 casos, em janeiro de 2026, conforme dados preliminares. Já os Estados Unidos notificaram 2.144 casos em 2025 e 721 casos em janeiro de 2026.
Aos viajantes internacionais, a orientação é verificar o cartão de vacina e procurar uma unidade de saúde para atualizar a situação vacinal contra o sarampo antes da viagem, conforme esquema detalhado a seguir: crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: realizar a dose zero da vacina, no mínimo, 15 dias antes do embarque, para que haja tempo hábil para a produção de anticorpos; crianças de 12 meses a adultos de 29 anos: para pessoas que precisam receber o esquema vacinal completo, de 2 doses, o ideal é que a 1ª dose seja realizada, no mínimo, 45 dias antes da viagem, a fim de ter tempo hábil para receber a 2ª dose (30 dias após a 1ª dose) e período adequado para a produção de anticorpos (aproximadamente 15 dias); adultos de 30 a 59 anos: para pessoas que precisam receber o esquema vacinal com uma dose da vacina, é necessário iniciar o esquema, no mínimo, 15 dias antes do embarque.

Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.
Por Ezequias Gadelha / Com informações CPAD News, Ministério da Saúde, Agência Brasil e BBC News
