O empresário cofundador da PayPal e de uma empresa de software de IA, Peter Thiel, realizou uma série de palestras em Roma, entre 15 e 18 de março. Durante os encontros secretos – abertos somente para convidados que são oriundos de círculos acadêmicos, tecnológicos e religiosos – o tema das reuniões sobre o anticristo e a instalação do governo mundial único atraiu os olhares dos comentaristas católicos.
Pelo menos um padre participou do evento que se chamava “O Anticristo Bíblico”, conforme estava escrito no crachá dos convidados, segundo o jornal americano The New York Times.
Um dia antes da chegada do empresário Thiel em Roma, o padre Paolo Benanti, que aconselha o papa sobre inteligência artificial, fez uma crítica em um artigo publicado: “Heresia americana: Peter Thiel deveria ser queimado na fogueira?”.
No texto crítico de Benanti, ele classificou as reuniões de Thiel como uma “heresia contra o consenso liberal”, desafiando as bases da convivência civil e apresentando-se como um “teólogo político do Vale do Silício”. “Toda a ação de Thiel pode ser vista como um ato prolongado de heresia contra o consenso liberal: um desafio aos próprios fundamentos da convivência civil, que ele agora considera ultrapassados”, comentou no artigo.
Um jornal ligado à Conferência Episcopal Italiana também publicou textos com críticas em relação a Thiel. Em um dos artigos, o periódico destacou que os líderes do setor tecnológico não deveriam estabelecer seus próprios limites éticos. O artigo defende que os governos têm a responsabilidade de garantir a supervisão democrática sobre as plataformas digitais, além de atuar contra a desinformação.
Peter Thiel já havia realizado essas conferências secretas em outras cidades, como em São Francisco e Paris, conforme noticiamos anteriormente no CPAD News. Porém, por se tratar de ser próximo ao Vaticano, a Igreja manifestou-se de forma mais incisiva.
Assim como das outras vezes, as reuniões foram fechadas ao público e à imprensa e o endereço não foi divulgado pelos organizadores.
Redação CPAD News / Com informações G1


