O Instituto Internacional para a Liberdade Religiosa (IIRF) divulgou um relatório no mês passado onde foram apontados os principais responsáveis por atos de violência contra cristãos em diferentes regiões do mundo. Com o apoio da International Christian Concern (ICC), foram analisados episódios registrados entre julho de 2024 e junho de 2025 na África, na Ásia, na Europa, na América do Norte e na América do Sul.

Segundo o documento, grupos paramilitares, agentes governamentais, milícias rebeldes e cartéis criminosos figuram entre os principais perseguidores aos cristãos. Ainda segundo o relatório, a violência inclui assassinatos, prisões arbitrárias, destruição de templos, deslocamentos forçados e outras formas de repressão motivadas pela fé em Cristo.

O fim de setembro de 2025 registrou o assassinato de 30 cristãos por militantes islâmicos na África. No continente, grupos armados e milícias islâmicas foram identificados como os principais responsáveis pelos ataques. Entre eles estão organizações conhecidas como ISIS-Moçambique, al-Shabab e Estado Islâmico da Província de Moçambique (ISMP).

Segundo a organização Mission Network News, militantes costumam separar cristãos dos demais moradores antes de cometer os ataques. De acordo com o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (DNI), o objetivo desses grupos é derrubar o governo moçambicano e implantar a lei islâmica (sharia), rejeitando o ensino laico e a presença de influências estrangeiras.

Na Europa, cristãos têm sido afetados diretamente pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, que teve início em 24 de fevereiro de 2022 . A Comissão de Segurança e Cooperação na Europa disse que autoridades russas segue reprimido igrejas protestantes e acusando-as de atuar como agentes estrangeiros.

Na América do Norte, a maioria dos ataques foi atribuída a indivíduos isolados e a grupos de ódio extremistas. O relatório menciona episódios recentes de tiroteios, incêndios criminosos e vandalismo contra igrejas nos Estados Unidos.

Na América do Sul, cartéis criminosos e governos autoritários foram identificados como os principais agentes de perseguição. Em diversos países, cristãos se tornam alvos ao denunciar atividades ilícitas ou violações de direitos humanos.

O IIRF ressalta que, embora muitos casos sejam registrados, o número real de vítimas pode ser ainda maior, pois muitas pessoas deixam de denunciar abusos por medo de retaliações, violência ou morte.

 

Redação CPAD News / Com informações: Folha Gospel e International Christian Concern

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