Nesta segunda-feira (30), a Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou um novo relatório que mostra um crescimento exponencial de antissemitismo no Brasil. Em 2025, foram registrados 989 casos, sendo um aumento de 149% no número observado em 2022.

Para os pesquisadores da Conib, o crescimento da hostilidade contra judeus no país já é apontado como o “novo normal”. O ambiente digital agrega a maior parte dos casos, com 800 registrados. Os outros 189 ocorreram offline.

Nas plataformas digitais, o índice de discriminação contra judeus foi maior no Instagram (37%), X (13,8%) e Facebook (11,6%). No entanto, o relatório também expõe o registro de disseminação de conteúdos antissemitas, defesa explícita do nazismo, desumanização de judeus, generalizações coletivas e teorias conspiratórias no YouTube, WhatsApp e outras plataformas.

De acordo com o documento, em julho de 2025, uma facção neonazista recrutou jovens pelo aplicativo Discord com o objetivo de atacar sinagogas.

“Não podemos tratar a internet como terra de ninguém. É preciso que haja regulação e que haja algum tipo de controle efetivo dos discursos de ódio, do incitamento ao ódio, seja ele ódio racista contra pessoas negras, seja o antissemitismo contra judeus e judias no Brasil e em qualquer lugar”, defendeu a coordenadora de enfrentamento ao Antissemistismo da Conib, Anelise Fróes, em entrevista ao O Globo.

Segundo a Conib, o antissemitismo tem crescido, inclusive, no ambiente acadêmico e corporativo. 46% dos profissionais judeus já sofreram preconceito, e 52% já ouviram piadas sobre judeus no trabalho. Porém, as escolas e universidades ainda aparecem como os espaços onde há mais ocorências, como ofensas entre alunos a declarações de professores.

Os pesquisadores do relatório veem relação do crescimento do antissemitismo com o ataque terrorista em 7 de outubro de 2023 em Israel, e com o atual conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã.

 

Redação CPAD News/ Com informações Guiame

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