Cristãos em diferentes partes do mundo enfrentam perseguição por causa de sua fé. Em comparação com 2025, esse cenário se agravou em 2026, segundo apontam dois anuários publicados pelo Instituto Internacional para a Liberdade Religiosa (IIRF) e pela Sociedade Internacional para os Direitos Humanos.
Em uma coletiva de imprensa realizada na última terça-feira (3), em Berlim, na Alemanha, os editores apresentaram os anuários Liberdade Religiosa 2026 (Jahrbuch Religionsfreiheit 2026) e Perseguição e Discriminação contra Cristãos 2026 (Jahrbuch Verfolgung und Diskriminierung von Christen 2026).
Segundo o Christian Daily International, os editores classificaram o cenário da liberdade religiosa de “pior” para “persistentemente ruim”, em comparação com os anos anteriores. Eles destacaram que países como Irã, Paquistão, Egito, China e Cuba registraram graves retrocessos nessa área.
De acordo com o presidente do IIRF, o teólogo alemão Thomas Paul Schirrmacher, “a liberdade religiosa enfrenta uma dupla ameaça em todo o mundo: daqueles que a pisoteiam e daqueles que procuram marginalizá-la na política internacional”.
Ele destacou que, na África, por exemplo, os assassinatos de cristãos, muçulmanos moderados e adeptos de religiões tradicionais, cometidos por extremistas islâmicos, têm aumentado e se espalhado geograficamente.
Além disso, outra tendência preocupante tem sido observada: o declínio da disposição política de defender a liberdade religiosa.
O especialista em direitos humanos Martin Lessenthin, coeditor dos dois anuários, afirmou que, em sua avaliação, o quadro global “está se deteriorando de forma constante”.
As publicações também dedicam espaço à guerra na Ucrânia. Segundo os levantamentos apresentados, mais de 640 locais de culto foram danificados ou destruídos no país. Autoridades apontam que cerca de 67 clérigos foram mortos por forças russas até a primavera de 2025.
“Os cultos religiosos estão sendo interrompidos por incursões. O clero está sendo interrogado e condenado a longas penas de prisão. Conheci pastores que perderam suas igrejas e agora vivem como deslocados internos em seu próprio país”, afirmou Johann Matthies, representante político da Aliança Evangélica na Alemanha.
Cuba e Egito também aparecem nas publicações como exemplos de países que enfrentam crises de direitos humanos e recebem pouca atenção internacional.
Os dois anuários fazem parte da série Studies in Religious Freedom e reúnem análises sobre a liberdade de crença em diferentes regiões do mundo.
As versões digitais das publicações podem ser solicitadas gratuitamente por meio do site iirf.global/jahrbuch. Já as versões impressas estão disponíveis em livrarias por 16 euros (cerca de US$ 17). Organizações beneficentes também podem solicitar exemplares gratuitos, em pacotes de dez unidades, pelo e-mail [email protected].
Esses anuários se somam a outros levantamentos internacionais sobre o tema, como a Lista Mundial da Perseguição, divulgada anualmente, em janeiro, pela organização Portas Abertas.
Redação CPAD News / Com informações Christian Daily International
