Após se recusar a emprestar sua motocicleta a uma gangue, o pastor Jesús Alberto Puerta Pérez foi espancado até a morte em Cartagena, na Colômbia. O grupo, com o qual o pastor realizava trabalho de evangelização, queria utilizar o veículo para transportar drogas para outro local. Ao descobrir a finalidade do pedido, Jesús negou o empréstimo. O crime ocorreu no dia 7 de outubro.

Segundo a organização cristã Christian Solidarity Worldwide (CSW), sediada no Reino Unido, os criminosos pretendiam envolver o pastor em um crime por meio do uso de sua motocicleta. Até o momento, não há informações sobre a prisão de suspeitos.

Jesús era pastor da Igreja La Antorcha Encendida, uma congregação independente. Ele era conhecido por evangelizar moradores de rua e jovens envolvidos com o crime em regiões consideradas perigosas. Além disso, trabalhava como mototaxista para sustentar a família.

Ele e a esposa atuaram como missionários durante oito anos. Nesse período, o casal fundou uma igreja em María La Baja, cidade localizada a cerca de 70 quilômetros de Cartagena, na região de Montes de María, no departamento de Bolívar. Em dezembro de 2025, porém, os dois retornaram a Cartagena após sofrerem ameaças relacionadas ao ministério pastoral de Jesús. Há anos, a região de Montes de María enfrenta a atuação de grupos armados e gangues.

Mesmo após retornar a Cartagena, Jesús continuou evangelizando jovens e homens ligados a facções criminosas. Frequentemente, amigos e conhecidos o alertavam sobre os perigos aos quais estava exposto.

O pastor deixa a esposa e três filhos, de 5, 6 e 12 anos, além dos sogros idosos, que eram cuidados pelo casal.

A diretora de advocacia da CSW e responsável pela equipe das Américas, Anna Lee Stangl, lamentou a morte do pastor e pediu às autoridades de Cartagena uma “investigação completa e transparente para identificar e responsabilizar todos os envolvidos”.

No dia 13 de outubro, o diretor executivo da CSW, Scot Bower, reuniu-se com Gustavo Andrés Gómez Gaona, conselheiro de relações exteriores da Embaixada da Colômbia em Londres, no Reino Unido. Durante o encontro, Bower entregou uma petição com mais de 1.600 assinaturas, solicitando ao governo colombiano o restabelecimento de medidas de proteção para líderes religiosos que atuam em regiões dominadas pelo tráfico.

A CSW destacou que, em 2023, o governo colombiano retirou líderes religiosos de seus programas de proteção destinados a grupos em situação de risco. Segundo a organização, pelo menos dez líderes protestantes foram mortos e um padre foi sequestrado na Colômbia entre dezembro de 2024 e novembro de 2025.

De acordo com a Missão Portas Abertas, a Colômbia ocupa a 47ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026.

Redação CPAD News / Com informações de Guiame e The Christian Post

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