Na última semana (14), a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou, em definitivo, o projeto que cria o Selo Templo Religioso Amigo da Inclusão, destinado ao reconhecimento de instituições que acolhem pessoas autistas e com outras neurodivergências.
A proposta, de autoria do vereador Paulo Messina, foi aprovada por unanimidade e contempla locais de culto de diferentes religiões, como igrejas, sinagogas, terreiros e outros templos.
De acordo com o texto, o selo busca incentivar adaptações que facilitem a participação de pessoas neurodivergentes em celebrações e atividades religiosas. Entre as medidas previstas estão a redução de estímulos sensoriais, como ruídos excessivos e iluminação intensa, a oferta de ambientes silenciosos e a flexibilização de práticas durante as programações para atender às necessidades dos participantes.
O Projeto de Lei (PL) também prevê a capacitação de líderes religiosos, funcionários e voluntários, além do uso de comunicação clara e de iniciativas de conscientização sobre o autismo e outras formas de neurodivergência. A intenção é estimular comunidades religiosas mais preparadas para receber essas pessoas e suas famílias, reduzindo barreiras que dificultam a participação nas atividades de fé.
Caso seja sancionada, a proposta dará origem à Lei Pastor Glauco Ferreira. O homenageado é líder na igreja Metodista e idealizador do projeto Autismo na Igreja, criado a partir dos desafios vivenciados por sua família após o diagnóstico de autismo do filho, Asafe.
Embora muitas instituições estejam abertas à participação de todos, questões como excesso de estímulos sensoriais, falta de preparo das equipes e dificuldade de adaptação das atividades podem comprometer a permanência de algumas pessoas nos cultos e celebrações.
Com a aprovação legislativa, o projeto agora segue para análise do Poder Executivo municipal. A iniciativa ainda depende de sanção para se tornar lei. Após essa etapa, poderão ser esclarecidos os procedimentos para concessão do selo às instituições que atenderem aos critérios previstos.
Redação CPAD News/Com informações Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Diário do Rio e Comunhão


