O partido ultraortodoxo Judaísmo Unido da Torá (UTJ) decidiu não recomendar Benjamin Netanyahu para continuar como primeiro-ministro de Israel, enfraquecendo a posição do atual chefe de governo nas negociações para formação de uma nova coalizão. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (5), durante consultas conduzidas pelo presidente Isaac Herzog com representantes das legendas eleitas.

Aliado histórico de Netanyahu, o partido possui sete cadeiras no Parlamento israelense, o Knesset. Com a ausência de seu apoio, o bloco do premiê passou a contar com 46 indicações, enquanto a oposição, liderada por Gadi Eisenkot, reúne o respaldo de 56 parlamentares, incluindo integrantes de partidos árabes. Para formar uma maioria, são necessários pelo menos 61 dos 120 deputados.

Segundo o The Times of Israel, o UTJ condiciona o apoio a um eventual governo à aprovação de uma legislação que assegure a isenção do serviço militar obrigatório para estudantes de escolas religiosas judaicas, conhecidas como yeshivas. A medida é um dos principais pontos de divergência com setores da oposição, que defendem ampliar o recrutamento de homens ultraortodoxos para o Exército.

A decisão não representa apoio automático a Eisenkot, mas altera o equilíbrio político nas negociações. Herzog tem até o próximo dia 11 de novembro para escolher quem receberá a primeira oportunidade de formar o governo. Até que uma nova coalizão seja estabelecida, Netanyahu permanece à frente de um gabinete interino.

 

Redação CPAD News/Com informações Reuters, UOL e The Times of Israel

Share.
Leave A Reply