Após decidir seguir Jesus ainda na infância, uma menina de Burkina Faso passou a enfrentar agressões e rejeição de familiares. Aicha, hoje com 12 anos, conheceu o cristianismo aos sete e começou a frequentar uma igreja com outras crianças. Segundo a organização Portas Abertas, sua conversão provocou a oposição de parentes muçulmanos, entre eles dois tios que a agrediam por causa de sua fé.
“Meu tio paterno mais velho e meu tio materno mais novo me batiam por causa da minha fé. Um dia, me arrumei para ir à igreja e, no caminho, meu tio me encontrou. Ele me bateu e me obrigou a voltar para casa”, contou a menina à organização missionária.
Apesar das dificuldades, Aicha continuou participando dos cultos e afirmou que os ensinamentos bíblicos lhe davam forças para perseverar. Além disso, a conversão também resultou em mudança no seu comportamento, o que chamou a atenção dos pais da menina. “Quando aceitei Jesus como meu salvador. Eu me tornei gentil e obediente aos meus pais”, disse.
Com o tempo, ela passou a compartilhar sua fé com os irmãos mais novos e eles começaram a acompanhá-la à igreja. De acordo com a Portas Abertas, os pais também se converteram ao cristianismo, mas a decisão provocou o afastamento de parentes, que deixaram de oferecer apoio à família.
Diante das dificuldades, parceiros locais da organização forneceram assistência à família, incluindo alimentos, despesas médicas e itens essenciais. O caso evidencia uma das formas de perseguição enfrentada por cristãos convertidos em Burkina Faso: a rejeição dentro do próprio núcleo familiar. O país ocupa a 16ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas.
Redação CPAD News/Com informações da Portas Abertas


