Com o objetivo de ampliar a atuação do país no enfrentamento à perseguição religiosa no mundo, a Comissão de Assuntos Externos do Congresso dos Deputados da Espanha aprovou recentemente, uma iniciativa que visa adotar uma posição mais ativa na defesa da liberdade de fé e na proteção às comunidades cristãs.
A proposta foi aprovada em margem apertada, constando a diferença de apenas um voto e 18 abstenções. O resultado da votação evidencia a divisão política em torno do tema, que gerou divergências entre os partidos.
Durante o debate, a deputada Maribel Sánchez destacou que a liberdade religiosa é um direito humano básico garantido pelo Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ela ainda reforçou, que, mesmo como a garantia formal, cerca de 388 milhões de pessoas ainda sofrem extrema perseguição por causa de sua fé. Sánchez utilizou como base os dados da Lista Mundial da Perseguição 2026, divulgado pela organização Portas Abertas.
Apresentada pelo Partido Popular (PP), a medida foi criticada por representantes do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que acusaram a oposição de utilizar o tema com viés ideológico. A coligação Sumar também se posicionou contra a iniciativa, porém reconheceu a importância de enfrentar a intolerância religiosa em âmbito global.
Segundo o documento aprovado, foi solicitado ao governo espanhol que o tema seja apresentado com mais intensidade à organismos internacionais, como a União Europeia, o Conselho da Europa e a Organização das Nações Unidas.
De acordo com a organização Ajuda à Igreja que Sofre, mais de 5,4 bilhões de pessoas vivem hoje em países onde há restrições significativas ao exercício da fé.
Redação CPAD News/ Com informações Comunhão


