No último final de semana, os EUA e Israel iniciaram uma série de ataque contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo aiatolá, Ali Khamenei, e atingiu mais de mil alvos em todo o país, segundo os militares americanos.

Em retaliação, o Irã disparou mísseis balísticos contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Desde então, há uma intensa troca de bombardeios em Israel, Irã e países do Golfo.

Diante deste cenário, os cristãos iranianos reagem com um misto de tristeza, temor e esperança. Mansour Borji, diretor da organização de defesa da liberdade religiosa, Article 18, falou sobre a dificuldade para os ministérios cristãos iranianos da diáspora se conectar com a igreja no Irã, devido ao bloqueio quase total da internet.

Ele relata ter recebido apenas algumas mensagens de cristãos e que a maioria é em tom de comemoração e “expectativa do fim da tirania”. Outras, expressavam preocupação: “Alguns temem que os Estados Unidos tentem chegar a um acordo e prolongar a vida de um ‘lobo ferido’”, afirmou Borji.

De acordo com a Missão Portas Abertas internacional, que monitora a perseguição religiosa ao redor do mundo, a estimativa é que existam cerca de 800 mil cristãos no Irã. Devido a realidade local, em que expressar publicamente a fé em Jesus pode resultar em diversos tipos de perseguição, muitos cristãos convertidos optam por cultuar em igrejas domésticas clandestinas.

“A morte do aiatolá Ali Khamenei marca um momento significativo e sóbrio na história do Irã”, compartilhou uma fonte iraniana à Portas Abertas. “Como cristão iraniano, não posso ignorar que, sob sua liderança, a Igreja no Irã viveu por décadas sob intensa pressão, enfrentando restrições, vigilância, prisões e o constante peso da incerteza. Muitos fiéis sofreram simplesmente por seguir a Cristo”, continuou.

Para o CEO da Portas Abertas nos Estados Unidos, Ryan Brown, um erro comum entre cristãos americanos é olhar para o conflito apenas pelas manchetes, sem entender a realidade espiritual e as dificuldades do dia a dia das pessoas que vivem ali.

“A Igreja no Irã quer nossas orações”, enfatizou. “Enquanto o mundo concentra sua atenção nas ações militares, eles não querem que seus irmãos e irmãs esqueçam que essa luta não é contra carne e sangue”, disse Brown.

Parceiros da Portas Abertas estão recebendo diversos pedidos de oração dos cristãos iranianos, que incluem clamor por paz, proteção e perseverança nas próximas semanas.

Ryan Brown também destacou a necessidade de orar para que líderes e autoridades ao redor do mundo hajam com sabedoria, tomem justas e tenham coragem de defender a liberdade religiosa. “No momento, o pedido mais importante é pela oração”, concluiu.

De acordo com Tymahz Toumadje, analista político da União Nacional para a Democracia no Irã, os cristãos iranianos sofrem há muito tempo sob o regime da república islâmica. No entanto, ele acredita que os ataques resultará no enfraquecimento do regime em Teerã e “abrirá caminho para um florescimento ainda maior do cristianismo no país do que vimos nos últimos anos”, afirmou ao Christianity Today.

Hormoz Shariat, fundador do Ministério Iran Alive, deixou um pediu à igreja global. “Por favor, orem para que o medo e a confusão não controlem os corações e as mentes dos cristãos iranianos no Irã. Que eles sejam guiados pelo amor de Deus e capacitados pelo Espírito Santo para compartilhar o evangelho com ousadia e levar dezenas de milhares de almas a Cristo”, disse o líder.

 

Redação CPAD News/ Com informações Open Doors, Comunhão e Christianity Today

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