Nesta segunda-feira (5), a governadora de Nova York, Kathy Hochul, declarou estado de emergência devido ao avanço do surto de sarampo. A medida é válida em todo o estado até 4 de novembro e busca ampliar a resposta das autoridades de saúde diante do aumento de casos, principalmente em comunidades rurais com baixa cobertura vacinal.

Segundo dados do Departamento de Saúde do Estado de Nova York, até o último sábado (3), 108 casos de sarampo haviam sido registrados no estado. Desse total, 92 ocorreram desde 15 de julho, distribuídos por 18 condados. Apenas sete casos foram registrados na cidade de Nova York, com a maior parte das ocorrências concentrada em outras regiões do estado.

O avanço da doença em Nova York ocorre em meio a uma situação mais ampla nos Estados Unidos. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o país contabilizava 3.887 casos confirmados de sarampo em 2026 até 1º de outubro. O número já supera os 2.289 casos registrados durante todo o ano de 2025. O órgão também contabilizou 42 novos surtos ao longo deste ano, com 95% dos casos confirmados associados a surtos.

A situação também preocupa nos estados próximos a Nova York. A Pensilvânia, que faz fronteira com o estado, ultrapassou 1 mil casos de sarampo em 2026, chegando a 1.004 registros até 5 de outubro. O estado também contabilizou 198 hospitalizações e cinco mortes relacionadas à doença.

Antes da declaração de emergência, o Departamento de Saúde de Nova York já havia intensificado o monitoramento das regiões afetadas e lançado um painel específico para acompanhar a evolução dos casos. Em setembro, quando o estado contabilizava 57 casos, as autoridades já alertavam para o aumento das ocorrências nas regiões Central e Oeste e reforçavam a importância da vacinação.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e pode provocar complicações graves, incluindo pneumonia, hospitalização, inflamação cerebral e, em casos mais severos, morte. A principal forma de prevenção é a vacinação com a tríplice viral (MMR). Segundo o Departamento de Saúde de Nova York, uma dose da vacina oferece cerca de 93% de proteção, enquanto duas doses chegam a aproximadamente 97%.

Com a declaração de emergência, as autoridades estaduais podem ampliar a atuação de profissionais de saúde na resposta ao surto, incluindo a possibilidade de farmacêuticos aplicarem a vacina MMR em crianças a partir dos dois anos e de enfermeiros registrados solicitarem testes para casos suspeitos de sarampo. A medida também determina o registro das vacinações nos sistemas de imunização do estado ou da cidade de Nova York.

 

Redação CPAD News/ Com informações Agência Brasil, Reuters e Departamento de Saúde do Estado de Nova York

Share.
Leave A Reply