Arqueólogos descobriram uma antiga muralha de Jerusalém erguida há, aproximadamente, 2.100 anos, no complexo da Torre de Davi, no coração da Cidade Velha. O comunicado da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), no último dia 08 de dezembro, reacende um debate que há décadas intriga os pesquisadores: quem ordenou a destruição sistemática dessa fortificação maciça – os próprios governantes hasmoneus ou o rei Herodes?

Datado do final do século 2 a.C., o achado foi descoberto durante as obras de preparação da nova Ala Schulich de Arqueologia, Arte e Inovação, instalada no complexo de Kishle. No período do Mandato Britânico, a área serviu como uma prisão.

Os arqueólogos responsáveis, Amit Re’im e Marion Zindel, disseram trata-se de um segmento excepcional, com mais de 40 metros de comprimento, cerca de 5 metros de largura e pedras talhadas com o relevo característico da arquitetura hasmoneia.

A descoberta atual também se relaciona a achados anteriores. Escavações conduzidas na década de 1980 pela arqueóloga Renée Sivan e pelo arquiteto Giora Solar identificaram centenas de projéteis helenísticos acumuladas ao pé da muralha. Na ocasião, as pedras de catapulta, flechas e balas de funda foram interpretadas como vestígios diretos do cerco de Antíoco VII.

A fortificação teria resistido ao ataque, fazendo com que as armas simplesmente se acumulassem na base. Parte desses artefatos integram a exposição do Museu da Torre de Davi.

O ministro do Patrimônio de Israel, Rabino Amichai Eliyahu, reforçou o caráter simbólico da descoberta, especialmente durante o período de Hanucá. Segundo ele, a muralha “demonstra o poder e a importância de Jerusalém no período hasmoneu”.

 

Redação CPAD News / Com informações Revista Galileu

 

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