Nesta sexta-feira (12), o Tribunal Distrital Central de Seul condenou o ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol a 30 anos de prisão por autorizar o envio de drones à Coreia do Norte. A acusação alegou que o ato teve como objetivo criar um pretexto de guerra para declarar a lei marcial em dezembro de 2024.
Segundo os promotores, a ação do ex-líder prejudicou a segurança nacional e levou ao vazamento de informações confidenciais depois que drones caíram na Coreia do Norte. A defesa do ex-presidente negou as acusações e disse que não havia dado ordem prévia ou aprovação para a operação e que a ação não tinha relação com a lei marcial.
Yoon foi afastado das atividades presidenciais em dezembro de 2024, quando sofreu impeachment, e já havia sido condenado em fevereiro deste ano à prisão perpétua por insurreição, por tentar impor a lei marcial no país. Durante o julgamento, ele negou qualquer irregularidade, no entanto a juíza Ji Gwi-yeon concluiu que a imposição da lei serviu para liderar uma rebelião na Coreia do Sul.
As Coreias, antes dominada pelo Japão, se separaram em 1948 após a Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra Fria. A proclamação da República da Coreia (Coreia do Sul) foi no dia 15 de agosto, com o apoio dos Estados Unidos (EUA); e, a proclamação da República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) no dia 9 de setembro, com o apoio da União Soviética (URSS), que chegou ao fim em 26 de dezembro de 1991.
Redação CPAD News / Com informações SBT News

