Nesta segunda-feira (11), o Irã defendeu sua proposta para dar um fim à guerra com os Estados Unidos no Oriente Médio, que teve início em 28 de fevereiro de 2026. O ato ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticar no domingo (10), que as condições impostas pelo país asiático para terminar a guerra são inaceitáveis.
De acordo com a imprensa norte-americana, entre várias reivindicações, o Irã pede a soberania sobre o Estreito de Ormuz, um importante canal para o comércio mundial de petróleo, e a suspensão de seu programa de enriquecimento de urânio por um prazo menor que o exigido pelos EUA.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que o texto elaborado por Teerã é “legítimo e generoso”. Ele disse ainda que os EUA continuam mantendo exigências consideradas “irracionais e unilaterais”.
Segundo a imprensa norte-americana, os principais pontos impostos pelo Irã para encerrar o conflito são: o país defende a necessidade de acabar com a guerra em todas as frentes (incluindo a guerra travada entre Israel e Hezbollah no Líbano) e solicita garantias formais de que não sofrerá novos ataques; o documento destaca a soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz; a proposta pede a suspensão, por um período de 30 dias, das sanções dos EUA via Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) sobre a venda de petróleo iraniano e solicita o término do bloqueio naval contra o país; o Irã requer que os Estados Unidos paguem indenizações pelos danos causados durante a guerra; o Irã exige garantias de que esse urânio seja devolvido ao país caso as negociações fracassem ou os EUA abandonem o acordo futuramente; o país aceita suspender o enriquecimento de urânio por um prazo menor do que os 20 anos propostos pelos EUA, mas rejeita categoricamente desmantelar suas instalações nucleares.
Os Estados Unidos exigiram, originalmente, que o Irã cancelasse totalmente seu programa de enriquecimento de urânio, que pode ser utilizado para construir bombas atômicas. Teerã alega que o programa cria energia nuclear apenas para fins civis. Depois da guerra e da resistência do governo iraniano, a imprensa norte-americana reportou que Washington flexibilizou essa exigência e passou a pedir a suspensão do programa nuclear iraniano por 20 anos, o que o regime dos aiatolás também não aceitaram.
Os EUA também pediram a desativação total das principais usinas nucleares do território iraniano, assim como garantias de que o Irã não voltará a fechar o Estreito de Ormuz, que entraria em supervisão internacional.
Ainda conforme a imprensa dos EUA, Washington também queria impor limitações à quantidade e aos tipos de mísseis produzidos pelo Irã, o que aquele país não aceitou.
Redação CPAD News / Com informações G1

