Na próxima quarta-feira (13), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária deve definir o futuro da medida que interrompeu a fabricação e a venda de determinados produtos da marca Ypê. A análise será feita pela diretoria colegiada da agência após a empresa recorrer da decisão aplicada no final do mês de abril, o que suspendeu temporariamente os efeitos da restrição até o julgamento final.
A medida sanitária foi motivada por uma fiscalização realizada na fábrica da empresa em Amparo (SP), onde equipes técnicas teriam identificado irregularidades no processo industrial. Entre os problemas apontados estão desgastes em equipamentos, falhas nos protocolos internos de qualidade e inadequações no armazenamento de itens produzidos na fábrica.
Além das questões estruturais, o relatório da inspeção apontou resultados microbiológicos considerados preocupantes nos lotes com numeração final 1, fabricados entre dezembro de 2025 e abril de 2026. Segundo a investigação, testes detectaram a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos como lava-roupas líquidos, lava-louças e desinfetantes.
De acordo com a Anvisa, a presença de bactérias em produtos de limpeza pode representar riscos à saúde, sobretudo para pessoas imunossuprimidas, idosos e indivíduos mais vulneráveis.
Por meio de nota, a empresa informou que, enquanto aguarda a decisão da autoridade sanitária, manterá a produção interrompida para acelerar ajustes exigidos pelos órgãos reguladores. A fabricante também declarou possuir mecanismos de controle para impedir que produtos fora dos padrões cheguem ao consumidor.
A Vigilância Sanitária paulista reforçou a recomendação para que os lotes envolvidos não sejam utilizados nem comercializados até a conclusão da análise oficial.
Redação CPAD News/ Com informações G1

