Nesta quinta-feira (16), o porta-voz do comando central das forças armadas iranianas, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que o Irã “destruiria de forma irreversível” a infraestrutura vital e as instalações de energia no Oriente Médio, caso os EUA atacasse a infraestrutura do país.

A declaração foi em resposta ao presidente dos EUA, Donald Trump, que alertou que atacaria as usinas e pontes iranianas, na próxima semana, caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto e as negociações fossem retomadas.

Em declaração divulgada pela emissora estatal IRIB, o porta-voz iraniano disse que a infraestrutura da região “será esmagada” de tal forma que “não restará nenhum vestígio dela”.  E completou: “Os ataques serão mais severos, mais extensos e mais destrutivos do que nunca”.

Segundo ele, o país não permitirá, “sob nenhuma circunstância”, que os EUA “interfiram” no Estreito de Ormuz: “Essa é uma linha vermelha inegociável do Irã”, disse.

Ainda nesta quinta-feira, fontes ouvidas pela agência de notícias britânica Reuters disseram que o Irã pediu ao movimento houthi do Iêmen que esteja pronto para fechar a rota de petróleo do Mar Vermelho, caso os Estados Unidos ataquem a infraestrutura energética daquele país. O possível ataque representaria uma nova e grave ameaça ao abastecimento energético global.

As fontes não deram mais detalhes de como o pedido foi transmitido, nem se isso ocorreu após a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump. O Ministério das Relações Exteriores do Irã e um porta-voz do grupo houthi não estavam disponíveis imediatamente para responder ao pedido da Reuters.

Imagem: reprodução / O Livro Maravilhoso

As Convenções de Genebra de 1949, que tratam da conduta humanitária em guerras, proíbem ataques a locais considerados essenciais para a população civil. Negociadores dos EUA haviam entrado em contato com seus homólogos iranianos para dizer-lhes que “é melhor fecharem um acordo”, relata Trump.

 

Redação CPAD News / Com informações CNN Brasil e SBT News

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