Nesta segunda-feira (13), o Departamento de Saúde de Michigan divulgou os primeiros resultados da investigação que indicam que alfaces e outras folhas consumidas cruas podem ter contribuído para o aumento dos casos de ciclosporíase nos EUA. Mais de 2,8 mil pessoas foram diagnosticadas com uma infecção causada por um parasita microscópico que pode provocar diarreia aquosa intensa descrita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) daquele país como, em alguns casos, “explosiva”.

De acordo com o CDD, há ao menos 843 casos confirmados e cerca de 1.500 suspeitos distribuídos por 31 estados. As autoridades estaduais, porém, já contabilizam mais de 2.800 casos, sendo 2.640 apenas em Michigan e outros 177 em Ohio. Pelo menos 86 pessoas precisaram ser hospitalizadas, mas nenhuma morte foi registrada.

A ciclosporíase, infecção causada pelo protozoário Cyclospora cayetanensis, um parasita microscópico que infecta o intestino após a ingestão de alimentos ou água contaminados. O principal sintoma é a diarreia aquosa intensa, que pode provocar evacuações frequentes e, em alguns casos, “explosivas”. Também são comuns perda de apetite, perda de peso, cólicas abdominais, náuseas, fadiga e mal-estar.

A doença normalmente é tratada com antibióticos e raramente é fatal. Sem tratamento, os sintomas podem persistir por semanas ou até meses, alternando períodos de melhora e piora. O parasita é eliminado nas fezes.

As autoridades de Michigan orientam restaurantes, cozinhas comerciais e consumidores a lavar cuidadosamente e cozinhar, sempre que possível, folhas verdes, ervilhas, ervas frescas e framboesas.

Com relação a alface, identificada como principal suspeita, a recomendação é para que o consumidor compre pés inteiros, em vez de folhas já lavadas e embaladas ou misturas prontas para salada. As duas ou três folhas externas devem ser descartadas e as folhas restantes bem higienizadas em água corrente.

 

Redação CPAD News / Com informações Associated Press e G1

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