Nesta segunda-feira (6), o grupo terrorista Hamas anunciou a rescisão do órgão que governou a Faixa de Gaza mantido pelo grupo desde 14 de junho de 2007. Na ocasião, o Hamas assumiu o poder após confrontos com o Fatah, partido do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, sediado em Ramallah, na Cisjordânia ocupada. A saída abre caminho para que um comitê tecnocrático palestino implemente o governo civil naquele território.

Segundo o diretor-geral do escritório de mídia administrado pelo grupo em Gaza, Ismail Thawabta, o chefe do governo ligado ao Hamas, Mohammed al-Farra, renunciou ao cargo na manhã de hoje (6). Ele completou que somente os funcionários técnicos devem permanecer nos cargos para evitar um vácuo administrativo.

A medida foi tomada “para aliviar o sofrimento resultante da guerra em curso, o atraso na reconstrução, o cerco contínuo, o fechamento das passagens de fronteira e a recusa do Exército israelense em se retirar”, disse.

Os ataques ocorreram apesar de um acordo de cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025. O Hamas e Israel continuaram a trocar acusações de violação da trégua.

De acordo com autoridades de saúde sediadas em Gaza, o número de mortos desde o cessar-fogo chegou a 1.072, com 3.463 feridos. Ao todo, o número de mortos em Gaza desde o início do conflito, em 07 de outubro de 2023, é de 73.098, com 173.571 feridos.

 

Redação CPAD News / Com informações: G1

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