Conforme nova diretriz publicada pelas Forças Armadas do Canadá (CAF), no último dia 29 de julho, o uso de linguagem religiosa específica, inclusive referências a Deus, passa a ser proibido em cerimônias oficiais.

A instrução determina que as chamadas “reflexões espirituais” realizadas em eventos militares tenham caráter inclusivo e não estejam vinculadas a uma tradição religiosa específica. A medida se aplica a todos os integrantes das Forças Armadas Canadenses, seja funcionários, voluntários, estudantes ou prestadores de serviços envolvidos com atividades espirituais ou religiosas da instituição.

Em cerimônias como formaturas, mudanças de comando, inaugurações, homenagens, premiações e outras solenidades em que militares participem oficialmente como representantes das Forças Armadas e do governo canadense, a regra diz que os capelães deverão conduzir uma reflexão espiritual de caráter neutro.

Segundo a diretriz, as mensagens públicas ficam limitadas a abordar temas como esperança, gratidão, propósito, memória e integridade. No entanto, os militares podem continuar fazendo suas orações de forma particular ou permanecer em silêncio para momentos de contemplação, de acordo com suas próprias convicções.

As Forças Armadas alega que a decisão foi fundamentada na liberdade religiosa prevista na Carta Canadense de Direitos e Liberdades e no princípio de neutralidade religiosa do Estado, e seus integrantes possuem diferentes crenças ou não seguem nenhuma religião.

Contudo, a intituição reforça que a nova diretriz não elimina atuação religiosa dos capelães. Eles continuam autorizados a realizar orações, cultos, aconselhamentos e outros ritos conforme a tradição de fé do militar, desde que em contextos apropriados e voluntários. Os funerais militares e de Estado também ficaram fora da restrição. Segundo a política, essas cerimônias podem seguir a tradição religiosa e os desejos da família, incluindo orações e outros ritos.

 

Redação CPAD News/ Com informações Guiame

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