Nesta quinta-feira (28), os Estados Unidos publicaram um comunicado onde classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e “Organizações Terroristas Estrangeiras”. As referidas qualificações geram congelamento de ativos, mas possuem algumas diferenças.
Terroristas Globais Especialmente Designados qualifica como bloqueados todos os bens e “interesses em bens” de indivíduos ou entidades que estejam ou entrem nos EUA, ou que estejam na posse ou sob o controle de pessoas daquele país. Caso haja tentativa de violação dessas ordens, é possível que sejam aplicadas penalidades civis e criminais.
Com a classificação de Organização Terrorista Estrangeira, torna-se ilegal para uma pessoa nos Estados Unidos ou “sujeita à jurisdição dos EUA” fornecer, conscientemente, apoio material ou recursos ao grupo designado. Integrantes ou “representantes” estrangeiros de uma Organização Terrorista Estrangeira ficam proibidos de entrar no país e, em “certas circunstâncias”, podem ser deportados.
O promotor de justiça do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (MP-SP) Lincoln Gakiya disse que a decisão é “muito grave” e “vai causar problemas” ao Brasil. Segundo ele, a decisão dos EUA pode gerar impactos financeiros e até riscos à soberania brasileira. Ele completou que bancos e empresas brasileiras que mantenham relações financeiras com pessoas ou grupos ligados ao PCC ou ao Comando Vermelho poderão sofrer sanções e até perder acesso ao sistema financeiro americano.

Redação CPAD News / Com informações CNN Brasil e G1
