O tema que abordaremos nesta semana é sobre desidratação. O nosso corpo é formado por cerca de 75% de água, que pode variar conforme a idade, o sexo e a quantidade de massa muscular. Ela é o principal componente das nossas células e atua nos processos fisiológicos como é no caso da digestão. Ela também é fundamental para o transporte de oxigênio, nutrientes e sais minerais, pois fazem parte da composição do plasma sanguíneo. Naturalmente, o corpo humano perde água através da urina, suor, respiração e fezes.

Hoje falaremos sobre a disenteria, infecção intestinal que provoca diarreia grave, caracterizada principalmente pela presença de sangue e muco nas fezes. A disenteria diferencia de uma diarreia comum por indicar uma inflamação profunda na parede intestinal. Os sintomas são: cólicas abdominais intensas, dor, febre e sensação de evacuação incompleta.

A disenteria pode ser causada por bactérias (Shigella (shigelose), Salmonella ou E. coli); por parasitas Entamoeba (histolytica – disenteria amebiana); e, por transmissão (ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes, além da falta de higiene nas mãos). O maior perigo da doença é a rápida desidratação.

De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças diarreicas agudas (DDA) são caracterizadas por uma síndrome em que há ocorrência de, no mínimo, três episódios de diarreia aguda em 24 horas, ou seja, diminuição da consistência das fezes e aumento do número de evacuações, quadro que pode ser acompanhado de náusea, vômito, febre e dor abdominal. Em geral, são doenças autolimitadas com duração de até 14 dias.

Caso não sejam tratadas ou se forem tratadas de forma incorreta, as doenças diarreicas agudas podem levar à desidratação grave e ao distúrbio hidroeletrolítico, podendo ocorrer óbito.

Alguns sinais de desidratação são: olhos fundos; ausência de lágrimas quando a criança chora; boca e língua secas; ter muita sede e beber água ou outro líquido muito rápido; diminuição da quantidade de urina; afundamento da moleira (em bebês).

Como tratar?
Iniciar a ingestão de soro caseiro, o mais breve possível;
Aumentar a ingestão de líquidos como soros, sopas e sucos; de preferência beber 50 a 100 ml de líquido após cada evacuação diarreica;
Manter a alimentação saudável, em caso de bebês, inclua o leite materno,
Siga as orientações médicas; e, observe os sinais de desidratação.

Imagem: Canal Saúde / Fiocruz

Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.

 

Por Ezequias Gadelha / Com informações: Gov.Br, Brasil Escola, Biblioteca Virtual em Saúde, Canal Saúde Fiocruz

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Ezequias Gadelha

Jornalista, radialista, roteirista e redator. Responsável pela editoria Saúde do portal CPAD News. Sugestões de pauta enviar para o e-mail: ezequias.gadelha@cpad.com.br

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