Recentemente, um acontecimento marcou a atuação da Missão Até Que Todos Saibam no Malawi. Pela primeira vez, a missão realizou um casamento comunitário no país africano em 17 de julho. Ao todo, foram 100 casais que tiveram a oportunidade de oficializar o relacionamento deles por meio do registro civil. Para essas famílias, essa cerimônia representa uma conquista que muitos esperaram durante décadas.
Segundo as informações levantadas pela equipe da Missão AQTS, o registro civil custa cerca de 14 dólares. Esse valor representa um obstáculo financeiro para muitas famílias. Por isso, muitos desses casais viviam juntos há anos, construíram suas famílias e criaram seus filhos, mas nunca tiveram condições de oficializar a união.
A realidade desses casais também está inserida em um contexto de pobreza enfrentado pela população do Malawi. Cerca de 75% da população vive com menos de US$ 3 por dia. Além da pobreza, o país também enfrenta desafios na área da saúde. Em 2024, a mortalidade de crianças menores de cinco anos estava em, aproximadamente, 49 mortes para cada mil nascidos vivos, enquanto a mortalidade materna era de 225 para cada 100 mil nascidos vivos.
Entre os participantes estavam muitos dos próprios obreiros que servem na igreja no Malawi. Dentre eles, um casal estava junto há 56 anos. Eles já tinham filhos, netos e bisnetos, uma família inteira havia sido construída ao longo de mais de cinco décadas, mas somente naquele momento puderam ter em mãos o registro oficial daquela união. E o esposo resumiu a importância daquele momento em uma frase que marcou a equipe: “Se eu morrer, minha esposa terá um registro comprovando que ela teve um esposo”, disse.
As palavras do obreiro africano revelam a dimensão daquele momento, não era apenas um documento, mas o reconhecimento oficial de uma história construída juntos ao longo de 56 anos.
Segundo o presidente da AQTS, Pr. Josué Fernandes, “No Malawi, a Missão tem trabalhado para anunciar o Evangelho, discipular as crianças e famílias, fortalecer igrejas e apoiar aqueles que estão servindo no campo missionário. E frutos como esse não acontecem sozinhos. Eles são possíveis porque existem igrejas parceiras, missionários mantenedores e pessoas que decidiram investir mensalmente na obra missionária”, contou.
Hoje, a Missão Até Que Todos Saibam atua em 26 países. “Fazer missões é olhar para pessoas, famílias e histórias que muitas vezes permanecem invisíveis. É anunciar o Evangelho e, ao mesmo tempo, servir com amor, dignidade e compromisso”, explicou o pastor.
Redação CPAD News / Com informações e fotos cedidas por Missão Até que Todos Saibam





