Estamos chegando ao final de mais um mês e o tema escolhido para essa semana foi “Agosto Dourado”.  De acordo com o Calendário do Ministério da Saúde, agosto é o mês dedicado à promoção do aleitamento materno no Brasil (data instituída pela Lei nº 13.435/2017). Um assunto tão importante quanto todos os demais abordados desde o início desta editoria em 05 de fevereiro de 2025.

O leite materno é produzido pela mãe para alimentar o bebê através da amamentação. Ele é considerado o alimento mais completo e natural para os recém-nascidos. O primeiro líquido que sai do peito da mãe quando o bebê nasce é o colostro, que começa a ser produzido durante a gravidez. De cor amarelada, ou transparente e um aspecto mais grosso ele funciona como a primeira vacina do recém-nato. Ele ajuda na eliminação do mecônio, que são as primeiras fezes escuras. Essa fase inicial é ideal para o estômago do bebê.

Na fase do leite de transição, entre o 3º ao 14º dia, os seios da mãe aumentam de volume, ficam mais cheios pesados e quentes (processo da apojadura). Na fase do leite maduro, após 2 semanas, há estabilidade na composição definitiva de nutrientes e água. A amamentação protege contra diarreias, pneumonias e infecções. Além disso, o leite materno fortalece o sistema imunológico, ajuda no desenvolvimento da fala e reduz o risco de alergias e obesidade infantil. A amamentação ajuda o útero da mãe a voltar ao tamanho normal mais rápido.

O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno até os seis meses de idade, sem necessidade de água, chás e outros alimentos. Após o 6º mês até os 2 anos (ou mais), a amamentação deve continuar em conjunto com alimentos saudáveis.

Imagem: reprodução / Rádio Peão Brasil

Algumas alterações anatômicas e estruturais podem dificultar a mãe de amamentar como, por exemplos, mamas tuberosas (má-formação em que o seio tem formato tubular e pode apresentar pouco tecido produtor de leite); hipoplasia mamária (desenvolvimento insuficiente da glândula mamária); mamilos planos (bicos que não se projetam para fora e exige ajustes na pega do bebê).

Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.

 

Por Ezequias Gadelha / Com informações Gov.Br, Fiocruz 

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Ezequias Gadelha

Jornalista, radialista, roteirista e redator. Responsável pela editoria Saúde do portal CPAD News. Sugestões de pauta enviar para o e-mail: ezequias.gadelha@cpad.com.br

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