Após permanecer mais de quatro meses detido em Cuba, filho de pastor foi libertado no último dia 24 de junho. Jonathan Muir Burgos ainda tinha 16 anos quando foi levado para o encarceramento em uma unidade de segurança máxima para adultos, na província de Ciego de Ávila.

A prisão ocorreu em 13 de março de 2025, poucos dias após protestos registrados na cidade de Morón, motivados pelas frequentes quedas no fornecimento de energia elétrica e pela escassez de alimentos. Jonathan compareceu a uma convocação policial acompanhado do pai, pastor Elier Muir, que enfrenta acusação de envolvimento em protestos contra o regime.

Conforme noticiado pelo CPAD News, na época, após o interrogatório, o pastor foi liberado, mas o adolescente seguiu sob custódia.

No início de abril, o menor foi formalmente acusado de “sabotagem”, crime que pode resultar em até dez anos de prisão. A defesa solicitou um habeas corpus, mas o pedido foi rejeitado.

Durante o período em que esteve preso, Jonathan enfrentou diversos problemas de saúde, incluindo infecções, parasitas intestinais e episódios de desmaio. Segundo familiares, ele não recebeu atendimento médico adequado. O jovem completou 17 anos enquanto ainda estava detido.

O caso mobilizou organizações internacionais de direitos humanos, como a Inter-American Commission on Human Rights, que denunciaram a situação do adolescente e solicitaram medidas emergenciais para garantir sua integridade física e emocional.

Posteriormente, Jonathan foi reconhecido por entidades ligadas à defesa da liberdade religiosa como prisioneiro de consciência e os pedidos por sua libertação foram intensificados.

Mesmo com a libertação do jovem, ainda não há confirmação de que as acusações tenham sido retiradas pelas autoridades cubanas. A família continua acompanhando o processo e pede orações pela recuperação física e emocional do menor.

 

Redação CPAD News/ Com informações Portas Abertas

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