Um dos procedimentos realizados, geralmente, nas consultas médicas é quando o profissional pede para que o paciente “encha os pulmões de ar” e depois solte o ar pela boca. É nesse momento que, auscultando com o auxílio do estetoscópio, ele avalia possíveis existências de anormalidades nos pulmões, principais órgãos do sistema respiratório, responsáveis por realizar as trocas gasosas do corpo humano. Eles absorvem o oxigênio do ar para o sangue e eliminam o gás carbônico, sendo vitais para a produção de energia nas células.
Nesta semana abordaremos sobre o câncer de pulmão, causado por alterações no DNA das células pulmonares, que começam a crescer de forma desordenada. Dentre todos os cânceres, ele é o mais comum e o que mais mata no mundo. Não havendo tratamento, as células aberrantes podem invadir outros tecidos e se espalhar (metástase) para outras partes do corpo.
Segundo o Ministério da Saúde, ele é o primeiro em todo o mundo em incidência entre os homens e o terceiro entre as mulheres. Em mortalidade é o primeiro entre eles e o segundo entre elas de acordo com estimativas mundiais de 2020, que apontou incidência de 2,2 milhões de casos novos, sendo 1,4 milhão em homens e 770 mil em mulheres.
Conforme a publicação “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA)”, são estimados 35.380 novos casos por ano no triênio 2026–2028, sendo aproximadamente 18.730 casos em homens e 16.650 em mulheres.
LEIA TAMBÉM: Pesquisa aponta que pacientes com câncer desconhecem direitos durante tratamento
LEIA TAMBÉM: Temperaturas baixas e poluição favorecem o crescimento de asma em Porto Alegre
Os principais sintomas do câncer de pulmão são: tosse persistente, falta de ar e dor no peito. Outros sinais de alerta são escarro com sangue, rouquidão, infecções pulmonares frequentes (como pneumonia), perda de peso sem causa aparente e cansaço extremo. Na maior parte das vezes, os sintomas surgem quando a doença já está em um estágio mais avançado.
As principais causas e fatores de risco são: tabagismo; tabagismo passivo; exposição ao gás radônio; exposição a agentes químicos (ocupacional); poluição do ar; doenças pulmonares prévias, e, histórico familiar.
Os tratamentos para o câncer de pulmão incluem cirurgia; quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapia-alvo.

Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.
Por Ezequias Gadelha / Com informações Gov.Br, MSD Manuais
