Alunas não poderão mais fazer uso de burcas e niqabs nas escolas da Itália. O decreto também limita a 30% o máximo de estudantes em sala de aula que tenham pouco conhecimento da língua italiana. A medida foi aprovada pelo governo italiano nesta quinta-feira (24).

Segundo a primeira-ministra conservadora, Giorgia Meloni, a medida não tem o intuito de fazer separações, mas de integração. Pelas redes sociais, ela disse que “instrumentos de bom senso que não dividem, mas ajudam a integrar de verdade, evitam turmas-gueto e dão a todos os alunos as mesmas oportunidades”.

A burca e o niqab são vestimentas típicas islâmicas para mulheres. A burca cobre o corpo inteiro, incluindo o rosto, geralmente com uma tela de malha nos olhos, enquanto que o niqab é um véu que cobre o rosto com exceção dos olhos.

“A resposta do governo é expulsar crianças estrangeiras das salas de aula. Quem eles pensam que estão enganando? Depois de quatro anos de cortes e nenhum investimento sério em prédios escolares, eles estão inventando uma nova caça às bruxas contra as crianças mais novas. É um decreto vergonhoso, que tenta esconder a incapacidade do governo de resolver os problemas concretos das escolas públicas por trás de uma nova bandeira ideológica”, afirmou a secretária do Partido Democrático, Elly Schlein.

Além da Itália, que é uma das principais rotas de imigração ilegal para a Europa, outros países daquele continente proibiram o uso de véus em espaços públicos, como exemplos, a França, Portugal e a Bélgica.

 

Redação CPAD News / Com informação Metrópoles

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