O exame de sangue tem como objetivo avaliar a saúde geral do paciente, prevenir, diagnosticar e monitorar o tratamento de várias doenças. Uma das análise solicitadas é o lipidograma, que mede o nível de triglicérides (ou triglicerídeos) do organismo.
Os triglicerídeos são um tipo de gordura encontrada no sangue, obtida por meio da alimentação ou produzida pelo fígado, que tem a função de fornecer energia e atuar no transporte de gordura no organismo. Eles são formados a partir da combinação de glicerol (ou glicerina) e ácidos graxos.
Ao ser consumidos além do que o corpo precisa, essas calorias extras são convertidas em triglicerídeos e armazenadas nas células adiposas. Quando desregulados estão associados a problemas como síndromes metabólicas, obesidade, diabetes e hipertensão. É essencial manter níveis adequados de triglicerídeos para a saúde cardiovascular e metabólica.
Os níveis de triglicerídeos em adultos são classificados em normal (abaixo de 150 mg/dL (em jejum) ou abaixo de 175 mg/dL (sem jejum); limítrofe / levemente alto: Entre 150 e 199 mg/dL; alto / moderado: Entre 200 e 499 mg/dL; e, muito alto / grave: acima de 500 mg/dL. Os valores para crianças e jovens são: 0 a 9 anos (desejável abaixo de 75 mg/dL) e 10 a 19 anos (desejável abaixo de 90 mg/dL).
Hormônios como insulina, glucagon e hormônios tireoidianos influenciam na síntese e na degradação dos triglicerídeos. A insulina (hormônio produzido pelo pâncreas), por exemplo, promove o armazenamento de triglicerídeos, enquanto o glucagon estimula sua liberação para a corrente sanguínea. Quando os níveis estão elevados, a síntese de triglicerídeos aumenta, resultando em hipertrigliceridemia, que pode levar a complicações como doenças cardiovasculares e pancreatite.
Os hormônios tireoidianos, como a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3), são responsáveis por regular o metabolismo basal do corpo. Níveis baixos podem levar ao aumento dos triglicerídeos. Os níveis de triglicerídeos também podem ser influenciados pelo estrogênio, um hormônio sexual feminino, e pela testosterona, o principal hormônio sexual masculino.
Estudos mostram que as mulheres têm níveis mais baixos de triglicerídeos em comparação aos homens, especialmente antes da menopausa, devido à ação protetora do estrogênio. A chegada da menopausa e a queda nos níveis de estrogênio, pode resultar em um aumento dos triglicerídeos, elevando o risco de doenças cardiovasculares. Enquanto que a deficiência de testosterona pode levar ao aumento dos triglicerídeos no homem e ao risco de doenças metabólicas, por exemplo, diabete mellitus, hipotireoidismo, hipertireoidismo, fibrose cística, Doença de Wilson e Doença de Gaucher.
Entre os hábitos saudáveis que devem ser adotados estão: reduzir a ingestão de gordura saturada; não ganhar peso; fazer atividade física regular; entre outros cuidados. Se mesmo com a mudança de hábitos o quadro não se altera, a recomendação é consultar o médico para que se avalie o uso de medicamentos.
Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.
Redação CPAD News / Com informações G1, Lab Vital Análises Clínicas e Tua Saúde

