Você já ouviu falar de pessoas que sofrem de transtorno de ansiedade social (TAS)? Acredito que todos nós já conhecemos alguém que, em determinados períodos, “desaparecem”. Muitas delas ficam dias ausentes das redes sociais e do convívio com amigos, causando preocupação naqueles que desconhecem às condições dessas pessoas.
Popularmente conhecido como fobia social, o TAS é classificado como uma doença mental crônica que causa medo intenso, excessivo e irracional de situações sociais ou de desempenho. As características principais deste transtorno são: medo de julgamento (de ser visto como ansioso, inadequado, ridículo ou incompetente); situações específicas ou amplas (medo de falar com estranhos, comer ou falar em público); evitação (evitar locais ou eventos sociais); e, diferente da timidez que não interfere na rotina, o TAS gera prejuízo funcional na vida profissional, acadêmica e pessoal.
O paciente pode apresentar sintomas como taquicardia, taquipnéia (respiração ofegante), rubor facial, sudorese, tremores, voz embargada, entre outros. O transtorno pode ser causado por diversas situações negativas vividas na infância ou condições aprendidas relacionadas à ansiedade. Questões genéticas de ansiedade social também podem colaborar para o desenvolvimento da doença.
O tratamento costuma envolver o uso de medicamentos receitados por um psiquiatra, associados à psicoterapia, que tem por objetivo promover a saúde mental, aliviar o sofrimento emocional e desenvolver o autoconhecimento.
De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas em situações de crise podem ser atendidas em qualquer dispositivo da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), serviços da rede pública de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), para proporcionar atendimento acessível, amplo e justo. A RAPS é uma das redes mais dedicada a cuidar da saúde mental e outros problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.

Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.
Por Ezequias Gadelha / Com informações Gov.Br, MSD Manuais, Conceito de Social e Hipnoterapia Social
