Um ciclone extratropical, que se formou entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul deve atingir o Sudeste nesta sexta-feira (7). A região deve concentrar o maior risco de ventania, com rajadas que podem chegar a 110 km/h em áreas do litoral e do leste de São Paulo e no sul do Rio de Janeiro. Os ventos também devem ser fortes no Sul e em parte do Centro-Oeste.
Apesar da distância do continente, o fenômeno continuará influenciando o tempo na costa do Sul e do Sudeste, principalmente por causa da grande diferença de pressão entre o oceano e as áreas próximas ao litoral. Ele poderá ser classificado como ciclone-bomba, caso seja confirmada uma queda muito rápida da pressão em seu centro ao longo de, aproximadamente, 24 horas.
Também existe a possibilidade do mar ficar agitado. As ondas aumentam nesta sexta-feira na costa do Sul e avançam para o litoral do Sudeste durante o sábado (8) e o domingo (9). De acordo com a Climatempo, os ventos podem variar de 90 a 110 km/h no litoral paulista, na Serra do Mar, no Vale do Paraíba, na Costa Verde e no sul fluminense.
Em outras áreas de São Paulo e do Rio de Janeiro, além do sul de Minas Gerais, as rajadas podem ficar entre 70 e 90 km/h. Os maiores impactos no Sudeste não serão provocados pela passagem direta do ciclone, mas pela frente fria, pela diferença de pressão e pelo encontro do ar frio com o calor que predominava na região.
No último dia 29 de julho, fortes rajadas de vento, de mais de 100 km/h, com a chegada de uma frente fria provocaram o caos no Rio de Janeiro e em cidades da Região Metropolitana. O fenômeno causou a morte de duas pessoas, e um apagão afetou bairros da capital e da Baixada, paralisou trens e metrô e deixou várias ruas com sinais de trânsitos apagados.
Redação CPAD News / Com informações G1

