Em resposta ao presidente da Argentina, Javier Milei, o ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, reiterou nesta sexta-feira (4) que as ilhas Malvinas, reivindicada pelo país sul americano, são britânicas. Segundo ele, a posição de Londres sobre as ilhas é “inegociável” e que o território continuaria sendo britânico porque “essa é a posição da esmagadora maioria dos habitantes das ilhas”.

Na quinta-feira (3), Milei havia anunciado a construção de uma base naval na Terra do Fogo, no extremo sul da Argentina, e sanções econômicas contra empresas petroleiras das Malvinas que têm um projeto de exploração naquela região. Ele também mencionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nesta semana disse “estar reavaliando” a posição do governo norte-americano sobre a soberania das Malvinas.

Um dos principais motivos pelos quais a Argentina reivindica a posse é a proximidade: as ilhas ficam a cerca de 600 quilômetros de distância da costa da Patagônia e cerca de 13 mil quilômetros do Reino Unido. Os argentinos argumentam que quem primeiro ocupou as ilhas foram os espanhóis que governavam a região que, em 1810, se tornou independente.

Na década de 1820, a Argentina enviou autoridades para tomar posse das ilhas. Em 1829, nomeou um governador para as Malvinas. Em 1833, os ingleses expulsaram as autoridades argentinas das ilhas. O Reino Unido afirma que sua reivindicação é de 1765, e que enviou um navio de guerra para as ilhas em 1833 para expulsar as forças argentinas.

 

Redação CPAD News / Com informações G1

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