Quatro anos após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, milhões de ucranianos estão refugiados em outros países europeus. De acordo com dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), cerca de 5,9 milhões de pessoas estão sendo acolhidas e recebendo serviços essenciais, como educação, saúde e oportunidades de trabalho.
Um relatório divulgado pela European Christian Mission International (ECMI) aponta que, além de reconstruir suas vidas, muitos cristãos ucranianos têm desempenhado um papel significativo na expansão do Evangelho. “Em meio ao luto, à separação e à incerteza, a luz de Deus brilha mais forte. Somente entre os batistas, cerca de 160 igrejas ucranianas foram plantadas em toda a Europa nos últimos quatro anos”, afirmou a organização.
Jim Memory, diretor de Parcerias Estratégicas da ECMI e co-diretor regional do Movimento Lausanne, acompanhou uma recente conferência de igrejas batistas ucranianas realizada na Polônia. Após ouvir relatos de líderes e membros das congregações, ele destacou o impacto do trabalho desenvolvido pelos refugiados cristãos em seus novos contextos.
“Foi um privilégio ouvir suas histórias, fazer conexões e falar brevemente”, disse ele.
O relatório também observa uma mudança na forma como muitos ucranianos enxergam sua própria condição. Em vez de se identificarem apenas como refugiados, muitos têm assumido um propósito missionário, compreendendo sua presença em outros países como uma oportunidade dada por Deus para anunciar o Evangelho.
A ECMI faz ainda um paralelo com a expansão da Igreja descrita no livro de Atos, quando a perseguição contribuiu para a propagação da mensagem cristã. De acordo com o relatório, embora carreguem as marcas do sofrimento causado pela guerra, muitos refugiados têm testemunhado sua fé por meio da oração, hospitalidade, evangelização e dependência de Deus.
Redação CPAD News/ Com informações Guiame e Christian Today


