Há alguns dias, a sociedade vem acompanhando o caso da paciente Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, internada em estado grave em um hospital de Belo Horizonte (MG) devido a complicações após o uso de medicamento vendido ilegalmente. De acordo com o boletim médico, ela foi diagnosticada com a síndrome de Guillain Barré.

Tudo começou com o uso da caneta emagrecedora “Lipoless”, proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que segue sendo anunciada nas redes sociais. O produto é conhecido informalmente como o “Mounjaro do Paraguai”, apelido utilizado por vendedores para associá-lo a um medicamento regularizado e trazê-lo para o Brasil de forma ilegal. De acordo com a família, o medicamento foi vendido a Kellen como sendo tirzepatida.

Um dos primeiros sintomas de Kellen foi urina vermelha. No dia 17 de dezembro ela foi internada com dor abdominal. Dois dias após receber alta hospitalar, ela começou a sofrer fraqueza muscular, ficando impossibilitada de se levantar e andar sozinha.

De acordo com o Ministério da Saúde, a síndrome de Guillain Barré é um distúrbio autoimune, ou seja, o sistema imunológico do próprio corpo ataca parte do sistema nervoso, que são os nervos que conectam o cérebro com outras partes do corpo. Geralmente é provocada por um processo infeccioso anterior e manifesta fraqueza muscular, com redução ou ausência de reflexos. Ela é considerada uma doença rara e não é de notificação compulsória. O Ministério da Saúde faz o monitoramento por meio do registro de internações e atendimentos hospitalares.

Várias infecções têm sido associadas à doença, sendo a infecção por Campylobacter, que causa diarréia, a mais comum. Outras infecções que podem desencadear essa doença incluem Zika, dengue, chikungunya, citomegalovírus, vírus Epstein-Barr, sarampo, vírus de influenza A, Mycoplasma pneumoniae, enterovirus D68, hepatite A, B, C, HIV, entre outros. O diagnóstico é dado por meio da análise do líquido cefalorraquidiano (líquor) e exame eletrofisiológico.

Sinais e sintomas que podem estar relacionados à Síndrome de Guillain Barré: Sonolência; Confusão mental; Coma; Crise epiléptica; Alteração do nível de consciência; Perda da coordenação muscular; Visão dupla; Fraqueza facial; Tremores; Redução ou perda do tono muscular; Dormência, queimação ou coceira nos membros. Aproximadamente 5% a 15% dos casos podem evoluir para óbito.

O Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de tratamento, incluindo procedimentos, diagnósticos clínicos, de reabilitação e medicamentos. Não há necessidade de tratamento de manutenção fora da fase aguda da doença.

Foto: reprodução

Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.

Por Ezequias Gadelha / Com informações Gov.br, G1 e Einstein

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Ezequias Gadelha

Jornalista, radialista, roteirista e redator. Responsável pela editoria Saúde do portal CPAD News. Sugestões de pauta enviar para o e-mail: ezequias.gadelha@cpad.com.br

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