Considerada a estação mais quente do ano, o verão chegou ao Hemisfério Norte no dia 21 de junho. Nessa época o eixo da Terra é inclinado em relação ao seu plano de órbita. Com o Hemisfério Norte virado na direção do Sol, ele recebe os raios solares de forma direta e vertical. Os dias são longos, com o astro-rei podendo se pôr apenas às 22h em algumas regiões.
A onda de calor na Europa é impulsionada por um padrão meteorológico conhecido como “bloqueio Ômega”, caracterizado por uma massa de ar quente central ladeada por ar mais frio, o que permite que as temperaturas subam dia após dia. Ondas de calor e tempestades estão sendo intensificadas pelas mudanças climáticas, elevando as temperaturas e provocando maiores volumes de chuva.
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Na última terça-feira (23), o primeiro ministro da França, Sébastien Lecornu, afirmou que ao menos quarenta pessoas morreram afogadas em diferentes locais por toda a França, como os rios Sena (Seine) e Ródano (Rhône), respectivamente, além de canais e outros rios para tentarem se refrescar. Muitas vítimas, especialmente jovens, ignoraram os alertas e se arriscaram em áreas de banho proibidas ou sem supervisão.
“Uma triste tragédia no que diz respeito aos afogamentos, já que os dados mais recentes que nos foram comunicados indicam 40 mortes desde 18 de junho, a maioria de jovens”, disse Lecornu.
Outros países como Espanha, Itália, Reino Unido e Suíça também sofrem com às altas temperaturas. Serviços essenciais como escolas e redes de transporte chegaram a ficar prejudicados em alguns locais. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, o continente europeu está aquecendo a uma taxa mais de duas vezes superior à média global.
Segundo o The Guardiam e a Bloomberg, cientistas cruzaram dados de temperatura e mortalidade e descobriram que o calor excessivo foi responsável por 16,5 mil das 24,4 mil mortes por calor entre junho e agosto em 2025.
As maiores vítimas foram os idosos: 85% dos mortos tinham mais de 65 anos e 41% acima de 85 anos. Médicos seguem pedindo aos governos da Europa planos de ação para combater o calor extremo, como espaços mais verdes e ar-condicionado para grupos vulneráveis.
Por Ezequias Gadelha / Com informações G1, ClimaInfo e CNN Brasil
