Na última segunda-feira (18), o Ebola voltou a ser destaque nas mídias digitais. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmaram o caso de um médico americano em Bunia, capital da província de Ituri, na região nordeste da República Democrática do Congo (o epicentro do surto).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto como uma emergência pública de importância internacional. Até o momento, já foram registrados mais de 300 casos suspeitos e 118 mortes nas províncias Ituri e Kivu do Norte, além de dois óbitos na vizinha Uganda.
O Ebola é uma doença infecciosa grave e frequentemente fatal, causada pelo vírus Ebola, pertencente à família Filoviridae. A transmissão ocorre por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas — como sangue, saliva, suor, vômito, fezes e sêmen — ou com objetos contaminados. A doença não é transmitida pelo ar.
De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento, foram descritas cinco subespécies de vírus Ebola, sendo que quatro delas afetam humanos e uma delas, apenas primatas não humanos. As espécies são: vírus Ebola (Zaire Ebolavirus); Vírus Sudão (Sudão Ebolavirus); Vírus Taï Forest (Tai Forest Ebolavirus), vírus Bundibugyo (Bundibugyo Ebolavirus) e vírus Reston (Reston Ebolavirus), este último afetando somente animais. O Zaire Ebolavirus é o que apresenta a maior letalidade.
O Ebola provoca febre alta, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza, diarreia, vômitos, dor abdominal, além de sangramentos graves (internos e externos); e afeta seres humanos e outros primatas (como macacos e gorilas). É considerada uma zoonose, transmitida de animais para humanos.
O atual surto envolve a variante Bundibugyo, considerada mais rara e para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados. De acordo com as autoridades, o cenário pode ser mais amplo do que o detectado até agora, com risco de disseminação regional.
O governo dos Estados Unidos anunciou novas medidas de prevenção, como monitoramento de viajantes vindos das áreas afetadas e restrições de entrada para estrangeiros que tenham passado recentemente pela República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul.
Ainda não exista cura definitiva, no entanto há opções terapêuticas e vacinas aprovadas para proteger contra cepas específicas e auxiliar na recuperação.
As medidas de prevenção são: evitar áreas de surto; lavar as mãos com frequência; evitar contato com pessoas infectadas; e não manusear corpos de pessoas infectadas.
O Ebola surgiu em 1976, através de dois surtos simultâneos na África Central e Oriental. O primeiro ocorreu em Nzara, no atual Sudão do Sul, e o segundo em Yambuku, na República Democrática do Congo. Acredita-se que o vírus tenha origem natural em morcegos-frugívoros, sendo transmitido aos humanos pelo contato com animais silvestres infectados.

Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.
Por Ezequias Gadelha / Com informações Portal Gov.br, G1, Veja, BBC News Brasil
