Na madrugada desta segunda-feira (26), as forças de segurança da Jordânia prenderam três suspeitos armados que estavam escondidos em uma casa abandonada, na província de Karak. Antes de serem detidos, os homens atiraram contra os policiais.

A prisão ocorreu após o ataque à Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge, na vila de Hammoud, na última sexta-feira (23). Nove pessoas morreram, incluindo duas que não resistiram aos ferimentos após serem hospitalizadas, e outras 40 ficaram feridas. O ataque ocorreu durante um funeral.

Segundo testemunhas, os atiradores dispararam contra as pessoas que estavam na igreja durante vários minutos. “Alguns homens estavam do lado de fora da igreja quando duas pessoas saíram de um veículo e começaram a atirar. Éramos mais de 150 pessoas dentro e fora da igreja”, relatou Tamer Halsa, em entrevista à emissora estatal Al-Mamlaka.

O ministro do Interior da Jordânia, Mazin Al Farrayeh, classificou os responsáveis pelo ataque como “terroristas extremistas”. Até o momento, porém, nenhum grupo terrorista reivindicou a autoria do atentado.

Em uma publicação na rede social X, o rei Abdullah afirmou que a Jordânia responderá “severamente” aos responsáveis pelo “ato terrorista”. “O sangue dos jordanianos é precioso, e puniremos com punho de ferro aqueles que transgredirem contra este país”, declarou o monarca, segundo a CNN.

De acordo com as autoridades, ainda é cedo para determinar se os suspeitos tinham ligações com grupos conhecidos, dentro ou fora da Jordânia.

Ataques desse tipo são incomuns no país, considerado relativamente estável em uma região marcada por conflitos no Oriente Médio.

A Aliança Evangélica Mundial (WEA) também se manifestou sobre o ataque. Segundo o secretário-geral da entidade, reverendo Botrus Mansour, a organização rejeita qualquer forma de violência e convocou os cristãos a orarem pelas famílias das vítimas, pelos feridos e pela população jordaniana.

 

Redação CPAD News / Com informações Guiame, Comunhão e CNN Brasil

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