Nesta quinta-feira (8), as forças de segurança do Irã foram acusadas pelas Organizações de direitos humanos de atirar contra manifestantes em várias regiões daquele país. De acordo com a ONG de direitos humanos Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, pelo menos 45 pessoas haviam sido mortas, incluindo oito menores. A entidade afirmou que a útlima quarta-feira (7) foi o dia mais sangrento, com 13 mortes confirmadas.

Os protestos começaram com o fechamento de um popular mercado em 28 de dezembro, em Teerã, capital do país, contra os graves problemas econômicos enfrentados pela população e a forte desvalorização da moeda nacional, o rial. A crise se agravou após anos de sanções internacionais, enquanto o Irã ainda se recupera da guerra contra Israel em junho.

Segundo o diretor da Iran Human Rights, Mahmood Amiry-Moghaddam, “as evidências mostram que a repressão se torna mais violenta e mais abrangente a cada dia”. Ele acrescentou que centenas de pessoas ficaram feridas e mais de 2.000 foram presas. “A ONU e a comunidade internacional têm a responsabilidade de agir de forma decisiva, dentro da estrutura do direito internacional, para evitar o assassinato em massa de manifestantes”, afirmou.

Ainda nesta quinta-feira, a organização de monitoramento Netblocks afirmou que “dados em tempo real mostraram um apagão nacional da internet”. Dados da empresa Cloudflare indicaram uma queda de cerca de 90% no tráfego da internet durante à noite. O acesso limitado parecia permanecer disponível apenas para partes do governo e do aparato de segurança. Com o acesso restrito, poucas informações conseguiam sair do país.

Redação CPAD News / Com informações G1

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