Na noite desta terça-feira (30), o presidente Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, emitiu uma determinação judicial que obriga os rodoviários da cidade do Rio de Janeiro a operarem com 80% da frota. A medida entrou em vigor à meia-noite desta quarta-feira (1º).

Segundo ele, o transporte coletivo é um serviço essencial e que a manutenção de apenas 50% da frota, como anteriormente indicado em liminar, “representava risco à ordem e à segurança pública, além de comprometer o direito de ir e vir da população”. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 100 mil para o sindicato dos trabalhadores.

Passageiros voltaram a relatar demora nos pontos e terminais, e uma nova audiência de conciliação foi marcada para esta manhã. O município conta com cerca de 3.600 coletivos, e 80% desse contingente equivale a 2.880 carros. No entanto, apenas 1.650 estavam rodando hoje pela manhã, segundo o Rio Ônibus, sindicato que representa as viações.

Os rodoviários exigem: reajuste de 17%; piso salarial de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais motoristas; vale alimentação de R$ 1 mil; plano de saúde; mudanças na escala de trabalho e jornada de 7 horas e meia. Os patrões ofereceram 4,39% de reajuste e afirmaram que não haveria contraproposta.

A greve teve início na última segunda-feira (29).

 

Redação CPAD News / Com informações G1

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