Em resposta aos protestos violentos que tomaram a França durante o fim de semana, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu solicitou aos prefeitos de cidades com manifestações que decretem toques de recolher. Durante coletiva de imprensa, Sébastien falou sobre a existência de uma situação de desordem nos centros urbanos e que se a declaração de estado de emergência fosse considerada necessária, o governo o faria.

Ele anunciou que não havia “nada a esconder” e pediu resposta rigorosa contra os manifestantes; uma “operação judicial em larga escala prevista para começar hoje. “O ministro do Interior, Laurent Nuñez, admitiu que as autoridades não conseguiram prever a dimensão dos distúrbios e ofereceu sua renúncia, mas o presidente Emmanuel Macron se recusou a aceitá-la.

A França enfrenta protestos nacionais contra a situação da educação e o custo de vida, que se transformaram em uma onda de violência em todo o país. As ocorrências tem provocado acusações mútuas internamente e ameaça se espalhar para países vizinhos da Europa. Mais de 2 mil pessoas foram presas, com pelo menos duas mortes e relatos de feridos graves, incluindo duas pessoas que tiveram as mãos decepadas.

No sábado (17), mais de 500 mil pessoas protestaram em toda a França. O líder da extrema esquerda Jean-Luc Mélenchon descreveu a multidão em Paris como alguém que “avançava calmamente”. No entanto, os protestos terminaram em violência em vários locais. Em Paris, grupos de jovens mascarados saquearam lojas e atearam fogo; em Lyon, manifestantes incendiaram o escritório de turismo da cidade; e, em Limoges, no centro do país, a torre de um prédio da prefeitura com 143 anos desabou em meio às chamas. Os protestos diminuíram parcialmente no domingo, embora pequenos focos de violência tenham persistido.

 

Redação CPAD News / Com informações CNN Brasil e G1

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