No início de agosto, o Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) divulgou dados que apontam para o fortalecimento do El Niño. O fenômeno é caracterizado pelo aumento anormal da temperatura das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, especialmente na região próxima às costas do Peru e do Equador.

De acordo com o Centro de Previsão Climática (CPC), da NOAA, há fortes indícios de que o fenômeno permaneça intenso durante a primavera e o verão de 2026.

Além disso, os efeitos do fenômeno climático foram registrados em diferentes regiões do Brasil. Em São Paulo, as fortes chuvas atingiram diversas cidades nesta segunda-feira (14), provocando alagamentos e estragos. No município de Eldorado, no Vale do Ribeira, áreas ficaram completamente alagadas.

No Paraná, a Defesa Civil confirmou duas mortes e uma pessoa desaparecida após 71 municípios serem atingidos pelas chuvas. Ao todo, mais de 21 mil pessoas foram afetadas. Desse número, 2.128 ficaram desalojadas e 395, desabrigadas.

O aumento das temperaturas também preocupa meteorologistas, pois pode elevar os riscos de eventos climáticos extremos, principalmente para comunidades costeiras e populações que vivem em áreas de baixa altitude.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), o El Niño deve continuar nos próximos meses e pode atingir maior intensidade até o fim do ano.

Redação CPAD News
Com informações de G1 e Último Segundo

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